Carne bovina sustenta preços no início do ano; suína e frango recuam
Levantamento aponta maior equilíbrio no mercado bovino, com apoio das exportações e menor oferta interna

Os preços das carnes bovina, suína e de frango apresentaram comportamentos distintos ao longo dos primeiros meses deste ano de 2026, com destaque para a maior estabilidade da carne bovina. De acordo com dados do Cepea, a carcaça casada bovina foi a que menos sofreu variações no período, refletindo um mercado mais equilibrado.
Esse cenário é sustentado por uma combinação de fatores que inclui a oferta ainda ajustada no campo, o bom desempenho das exportações e a menor disponibilidade de produto no mercado doméstico neste momento. Com isso, a carne bovina tem conseguido manter os preços mais firmes em comparação às demais proteínas.
Em janeiro, a carcaça bovina teve leve recuo de 0,4%, enquanto a suína e o frango resfriado apresentaram quedas expressivas de 13,5% e 13,4%, respectivamente. O movimento indica um início de ano pressionado para as proteínas alternativas, possivelmente refletindo ajuste de demanda após as festas de fim de ano.
Em fevereiro, o cenário se inverteu parcialmente. A carne bovina registrou alta de 7,0%, liderando a recuperação entre as proteínas. O frango também avançou, com ganho de 3,7%. Por outro lado, a carne suína seguiu em queda, com recuo de 9,3%, mantendo a trajetória negativa no período.
Ao longo do mês de março, a carcaça bovina registra leve alta de 0,3%. Em contraste, a carne suína acumula queda de 1,5%, enquanto o frango resfriado apresenta recuo mais acentuado, de 4,9% no período.
No fechamento da sexta-feira, dia 27, a carcaça bovina foi cotada a R$ 24,38 por quilo, praticamente estável em relação à média mensal de R$ 24,40/kg. Já a carne suína registrou preço de R$ 9,95/kg no mesmo dia, com média de março em R$ 10,09/kg. O frango resfriado, por sua vez, apresenta média mensal de R$ 7,02/kg, sendo negociado a R$ 6,95/kg no final da semana no atacado de São Paulo.


