Expointer 2026 terá destaque para queijo gaúcho e cadeia do leite

Associação das indústrias de laticínios do Rio Grande do Sul prepara iniciativas para aproximar produtores, indústria e consumidores

Luciana Franco, da CNN Brasil, São Paulo
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A cadeia produtiva do leite será destaque na programação da Expointer 2026, que começa neste sábado (29) e segue até 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no Rio Grande do Sul.

A Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil) prepara ações voltadas à aproximação entre consumidores, produtores e indústria. Entre os destaques estão o Memorial do Queijo Gaúcho, instalado na Casa Apil, e o lançamento da campanha “O lado bom de ser produtor de leite”, em parceria com a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando).

Segundo o presidente da Apil, Fernando Zimmermann, o memorial tem como objetivo apresentar ao público a história dos queijos produzidos no estado e mostrar as diferentes etapas da cadeia, desde a propriedade rural até a chegada do produto à mesa.

Do campo ao consumidor

O espaço também vai abordar temas relacionados à rastreabilidade, bem-estar animal, manejo e controle de qualidade. A proposta é mostrar aos visitantes os cuidados adotados por produtores e indústrias para garantir a qualidade e a segurança dos produtos.

Para a entidade, aproximar o consumidor da cadeia é uma forma de ampliar o conhecimento sobre a produção de leite e estimular o consumo de derivados.

Campanha de valorização do produtor

Outro destaque será o lançamento, no dia 4 de setembro, da campanha “O lado bom de ser produtor de leite”.

A iniciativa pretende reforçar a importância econômica e social da atividade e mostrar características da produção leiteira que, segundo a Apil, acabam ficando em segundo plano diante de uma imagem do agronegócio mais associada a grandes máquinas e lavouras.

Um dos pontos destacados pela campanha é a geração recorrente de renda. Diferentemente de atividades agrícolas com receitas concentradas em determinados períodos do ano, o produtor de leite trabalha com a possibilidade de comercialização mensal da produção.

Mesmo com oscilações de preços e produtividade, essa característica pode contribuir para uma maior previsibilidade do fluxo de caixa das propriedades.

Para a Apil, a valorização do produtor e a aproximação com o consumidor são importantes para fortalecer toda a cadeia e ampliar o reconhecimento do leite e dos derivados produzidos no Rio Grande do Sul.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2024 a produção nacional de leite superou os 35,7 bilhões de litros. O Rio Grande do Sul produziu mais de 4 bilhões de litros de leite no período.