Preço da soja recua em Chicago com tensões no oriente médio
Contrato para maio recua 1,15%, influenciado por preocupações com economia global e demanda cautelosa pela oleaginosa

Os vencimentos futuros da soja encerraram a sessão desta segunda-feira (13) em queda na Bolsa de Chicago. O contrato para entrega em maio recuou 1,15%, cotado a US$ 11,6225 por bushel.
De acordo com a Agrinvest, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã tem aumentado as preocupações com o ritmo de crescimento da economia global, o que já começa a se refletir em uma demanda mais cautelosa por soja.
Ao mesmo tempo, o mercado energético adiciona volatilidade ao cenário. Os preços do petróleo avançaram com força após a decisão do presidente Donald Trump de bloquear o Estreito de Ormuz, elevando as preocupações com o abastecimento e dando suporte à demanda por biodiesel.
Além disso, a perspectiva de uma demanda mais firme por parte da China, maior importadora mundial da oleaginosa, também contribui para sustentar os preços, em meio à expectativa de um novo encontro entre Trump e Xi Jinping nas próximas semanas para tratar das relações comerciais.
No quadro de oferta, a produção foi elevada para um recorde de 2,61 bilhões de bushels, registrando o quinto ano consecutivo de máxima histórica. No entanto, esse avanço foi neutralizado por um corte equivalente nas exportações, agora estimadas em 1,54 bilhão de bushels, diante da maior competitividade da soja sul-americana.
Com isso, os estoques finais permaneceram praticamente estáveis, em 350 milhões de bushels, em linha com as expectativas do mercado. No cenário global, os estoques recuaram levemente para 124,79 milhões de toneladas, enquanto as projeções de produção para Brasil e Argentina foram mantidas.
Milho
O contrato futuro do milho para maio encerrou a sessão com queda de 0,17% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,4025 por bushel.
A Royal Rural destacou que os contratos futuros do milho chegaram a subir durante a madrugada, acompanhando novamente o movimento do petróleo, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível bloqueio do Estreito de Ormuz. A medida atingiria navios com origem ou destino a portos iranianos, segundo informações divulgadas pelo Comando Central dos EUA.
Mapas do Serviço Nacional de Meteorologia indicam alertas de bandeira vermelha para grande parte da região central dos Estados Unidos, que se estende do centro de Dakota do Sul até o noroeste do Texas.
De acordo com a agência, os ventos no sul de Dakota do Sul e no norte de Nebraska devem variar entre 15 e 25 mph, com rajadas de até 35 mph. Já no sudoeste do Kansas, as rajadas podem alcançar 64 km/h, enquanto a umidade relativa do ar pode cair para 11%.
“Uma combinação de ventos fortes, baixa umidade relativa e temperaturas elevadas pode contribuir para um comportamento extremo do fogo”, informou a agência em relatório divulgado nesta manhã.
Trigo
Os preços futuros do trigo encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago. O contrato para maio avançou 1,97%, cotado a US$ 5,8225 por bushel.
Dados recentes mostram que fundos negociados na Bolsa de Chicago ampliaram suas posições compradas em trigo para 117.375 lotes na semana encerrada em 31 de março, o maior nível em seis anos. Ao mesmo tempo, reduziram as posições vendidas para 108.734 lotes, indicando uma expectativa mais positiva para os preços.
A posição comprada reflete a aposta de investidores na valorização futura do ativo. Esse movimento sugere aumento da confiança entre os especuladores em relação à alta das cotações.
Entre os fatores que sustentam essa perspectiva está o clima seco nas planícies dos Estados Unidos, que eleva a preocupação com a produtividade em uma das principais regiões produtoras. Uma eventual redução na oferta pode dar suporte aos preços.


