soja fecha em leve queda em Chicago com foco em derivados e petróleo
Mercado segue atento para a visita de Trump à China e a possibilidade de novas compras adicionais de soja

Os vencimentos futuros finalizaram a sessão com leves quedas nesta sessão de quinta-feira (30) na Bolsa de Chicago. O contrato futuro para entrega em julho fechou com recuo de 0,13% e cotado em US$ 11,9550 por bushel.
A sessão foi de poucos ajustes para os preços da soja e dos derivados no último dia de pregão do mês. A Agrinvest apontou que o limite de baixa registrado em março deste ano, as cotações seguiram levemente laterais ao longo de abril, com eventuais repiques de recuperação.
Os movimentos desta sessão foram influenciados principalmente pelo suporte dos derivados, principalmente o óleo de soja, e pelos futuros do petróleo.
Para o mês de maio, o mercado deve trabalhar com boas perspectivas, com destaque para a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump à China e a possibilidade de novas compras adicionais de soja.
Milho
Os contratos futuros do milho encerraram a sessão desta quinta-feira em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento para julho recuou 0,63%, fechando cotado a US$ 4,7675 por bushel.
Segundo a Granar, o movimento foi influenciado principalmente pela realização de lucros por parte dos investidores, após três sessões consecutivas de alta, além de condições climáticas favoráveis ao plantio no cinturão agrícola dos Estados Unidos.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu de 27% para 25% a parcela das lavouras de milho afetadas por algum grau de seca, embora o índice ainda permaneça acima dos 20% registrados no mesmo período de 2025. Por outro lado, fora do Meio-Oeste americano, as condições seguem mais críticas: em Nebraska, terceiro maior produtor do país, atrás de Iowa e Illinois, cerca de 93,78% do território enfrenta déficit hídrico, com 57,41% das áreas sob seca extrema, um avanço expressivo em relação aos 5,93% observados no ano passado.
Trigo
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta quinta-feira em queda. O vencimento para julho recuou 2,49%, fechando cotado a US$ 6,3675 por bushel.
A commodity liderou as perdas do dia, devolvendo parte dos ganhos recentes após ter atingido o maior nível desde junho de 2024. O movimento foi influenciado por ajustes técnicos, além do recuo nos preços do petróleo e pela melhora nas previsões climáticas nos Estados Unidos.
Os dados semanais de vendas e exportações divulgados pelo do USDA vieram em linha com as expectativas do mercado, sem exercer impacto relevante sobre as cotações.


