Soja sobe mais de 1% em Chicago com rumores de compras da China

Mercado reagiu à possibilidade de novas aquisições de soja americana pela Sinograin para embarques entre outubro e março

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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A soja encerrou o pregão desta terça-feira (16) em alta na Bolsa de Chicago, impulsionada por rumores de demanda chinesa pela oleaginosa dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em novembro avançou 1,04% e fechou cotado a US$ 11,46 por bushel.

Segundo o portal Successful Farming, a recuperação dos preços foi motivada por informações de mercado indicando que a Sinograin, estatal chinesa responsável pela gestão de reservas estratégicas, estaria interessada na compra de soja norte-americana para embarques entre outubro deste ano e março de 2027.

O movimento trouxe suporte às cotações em Chicago ao sinalizar uma possível retomada da demanda chinesa pelo produto dos Estados Unidos. Ainda de acordo com a publicação, a soja brasileira segue mais cara em relação ao mesmo período do ano passado, mas permanece competitiva frente às ofertas americanas nos portos do Golfo do México.

A expectativa de novos negócios internacionais contribuiu para fortalecer o mercado ao longo da sessão, garantindo ganhos superiores a 1% para os contratos futuros da oleaginosa.

Milho

O contrato futuro do milho encerrou com leve valorização na Bolsa de Chicago. O vencimento para entrega em dezembro avançou 0,17%, fechando cotado a US$ 4,42 por bushel.

De acordo com a análise da Farm Futures, o mercado segue atento às projeções climáticas e à possibilidade de ocorrência de um “Super El Niño”. Segundo o analista de grãos Bryce Knorr, o fenômeno foi registrado apenas cinco vezes desde 1950 e costuma estar associado a safras acima da média nos Estados Unidos, embora essa relação não ocorra em todos os episódios.

Além das condições climáticas, outros fatores continuam influenciando a formação dos preços no mercado internacional. Entre eles estão as tensões geopolíticas em diferentes regiões do mundo e os sinais de desaceleração da economia chinesa, que mantêm os investidores cautelosos.

Com isso, o milho sustentou ganhos moderados na sessão, refletindo a combinação entre expectativas para a produção norte-americana e as incertezas que seguem presentes no cenário global.

Trigo

No caso do trigo, o vencimento para setembro registrou valorização de 0,62%, encerrando o dia cotado a US$ 6,04 por bushel.

Segundo a Farm Futures, os investidores acompanharam a evolução dos estoques de trigo da Índia, que alcançaram 53,41 milhões de toneladas em 1º de junho, o maior volume desde 2021. O montante supera com folga a meta estabelecida pelo governo indiano, de 27,6 milhões de toneladas.

O forte crescimento das reservas foi impulsionado pelas aquisições realizadas pelo governo local, que somaram cerca de 35 milhões de toneladas. Com os armazéns abastecidos, cresce a expectativa de que a Índia amplie a liberação de estoques para o mercado interno, em uma estratégia para conter a inflação dos alimentos.

A medida é acompanhada de perto pelos agentes do mercado global, já que a Índia é considerada uma concorrente do trigo norte-americano no comércio internacional. O aumento da disponibilidade do cereal no país asiático pode influenciar o fluxo global de oferta e demanda nos próximos meses.