Fiat Strada Ranch: conheça a versão mais cara da picape líder do Brasil

Apesar do bons números de vendas, destacamos os pontos fortes e fracos do veículo mais vendido do Brasil

Rodrigo Barros, colaboração para a CNN Brasil
Compartilhar matéria

São poucos os meses onde a Fiat Strada não aparece como líder de vendas no Brasil. A picape compacta já acumula mais de 115 mil emplacamentos somente este ano. A maioria dos registros está na venda direta (CNPJ). Ainda assim, há versões mais voltadas ao consumidor do varejo, como a configuração Ranch (topo de linha). 

A reportagem da CNN testou a picape por uma semana para entender as razões dela ser o veículo mais vendido do Brasil. Em nossos testes, percorremos mais de 800 quilômetros com a caminhonete, entre trechos de estrada e cidade.

 

 

No urbano, a Strada tem um desempenho agradável, mas a rodagem não é tão suave, principalmente nas paradas, em velocidades mais baixas, abaixo dos 10 km/h. 

O consumo, porém, compensa. Em nossos testes, a média apresentada no computador de bordo após 200 quilômetros (sempre com ar-condicionado ligado), foi de 10,3 km/l de gasolina. 

Na estrada, a Fiat Strada faz jus ao nome e entrega um conforto além do esperado para uma picape compacta. A suspensão tem uma calibração ideal, assim como o volante. 

Em uma viagem mais longa é de se esperar um pouco de cansaço, mas até que a Strada Ranch se superou neste aspecto. 

  • Fiat Strada Ranch 2026 - R$ 148.490

Confira abaixo alguns pontos positivos e negativos da Fiat Strada Ranch:

Consumo

O consumo da Fiat Strada Ranch é um ponto de destaque positivo. Na rodovia, após 575 quilômetros de estrada, a média na gasolina foi de 15,3 km/l. A média é bem acima do oficial - 13,2 km/l (gasolina).

Versatilidade

As picapes, em geral, trazem essa boa característica. Com espaço para cinco ocupantes, a caçamba da Strada também pode ser usada como um amplo porta-malas. São 844 litros e 650 kg de capacidade de carga.

Desempenho

Com motor 1.0 T200 de 130 cv e 20,4 kgfm, o desempenho da Strada é satisfatório. A picape compacta alcança os 100 km/h em 9,5 segundos (etanol) e faz 180 km/h de velocidade máxima.

Conforto dos bancos

Os bancos da Fiat Strada são confortáveis e mesmo após algum tempo sentado, não sentimos incomodo ou dor nas costas. O banco abraça bem o condutor e tem um acabamento bonito na versão Ranch. Os ajustes são todos manuais.

Confiabilidade da marca

Como a Fiat já está consolidada no mercado e compartilha o propulsor T200 com vários outros modelos, isso passa uma confiança para o consumidor. Encontrar peças não é uma tarefa complicada.

Sem piloto automático

A falta do piloto automático é um ponto que a Strada deixa a desejar. Em rodovias, a tecnologia é bem-vinda e ajuda a reduzir o desgaste de quem está atrás do volante. 

Sem comandos no volante 

O lado direito do volante da Fiat Strada tem apenas os botões vazios. Em um carro que já custa quase R$ 150 mil, um volante com mais comandos e tecnologias é algo esperado.

Isolamento acústico

Boa parte do percurso que testamos foi na rodovia. O isolamento acústico não é um ponto forte. Mesmo sem colocar a picape em velocidades altas é possível perceber o som do vento que passa pela picape. 

Sem acendimento automático dos faróis

Outra comodidade que a picape deixa a desejar é a falta do acendimento automático dos faróis. Na chave de seta há apenas comando para ligar a luz diurna ou a luz baixa. 

Espaço interno 

O espaço da cabine também não é um ponto forte da Strada. Mas como se trata de uma picape compacta, é compreensível que o espaço seja um pouco limitado.