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    Stellantis vai fabricar carros eletrificados em MG ainda em 2024

    Fabricante de modelos Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot planeja renovar produtos no país a partir de investimentos no estado

    Jeep Avenger é um dos carros híbridos cotados para produção em Betim (MG)
    Jeep Avenger é um dos carros híbridos cotados para produção em Betim (MG) Divulgação

    Thiago Venturacolaboração para a CNN

    Betim

    A Stellantis revelou nesta segunda-feira (20) que vai fabricar carros eletrificados em sua planta de Betim (MG) ainda em 2024. A empresa, dona de Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot, entre outras marcas, cogita inclusive a produção de um modelo inédito no país.

    Os planos incluem a renovação da linha de modelos produzidos em Betim, como os populares Fiat Strada, além de Argo, Pulse e Fastback. Entre esses novos produtos, destacam-se os equipados com a tecnologia Bio-Hybrid, que combina motor flex com um ou mais motores elétricos. Os primeiros chegam ao mercado no segundo semestre de 2024.

    Já entre os novos produtos, a expectativa é pela possível chegada do Jeep Avenger. O modelo é um SUV abaixo do Renegade que tem feito muito sucesso na Europa. O carro poderia ser uma das novidades da fábrica de Betim com a tecnologia Bio-Hybrid.

    Questionado especificamente sobre o Avenger, o CEO da Stellantis para a América do Sul, Emanuele Cappellano, não confirmou a novidade, mas declarou que o modelo é adequado ao line-up da empresa no Brasil.

    Cappellano destacou que todos os produtos da linha têm capacidade de receber algum tipo de eletrificação, incluindo os modelos de entrada e mais baratos. Mas, em um primeiro momento, Fastback e Pulse deverão receber conjuntos híbrido-flex (leia mais detalhes abaixo).

    A Stellantis informou que o investimento de R$ 14 bilhões em Minas Gerais, no ciclo de 2025 a 2030, será o maior já feito pela empresa no estado desde que chegou ao Brasil, em 1976. O valor faz parte dos R$ 32 bilhões anunciados para a América do Sul. Em março, o conglomerado já havia confirmado um aporte de R$ 13 bilhões para sua planta em Goiana (PE).

    “Com este novo investimento de R$ 14 bilhões, vamos dar sequência ao incrível legado desta fábrica, direcionando o valor para renovar nossa linha de produtos, desenvolver novas tecnologias e gerar novos empregos”, disse o CEO da empresa, após receber a visita do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

    O ciclo de investimentos de R$ 32 bilhões servirá para o lançamento de 40 novos produtos e 8 powertrains e iniciativas de descarbonização na cadeia de suprimentos automotiva. No caso de Betim, o aporte não visa ampliar a capacidade produtiva, mas modernizar os produtos, diante da investida de carros chineses na região. O investimento permite ainda a produção de carros elétricos no Brasil.

    Trabalhadores da  Stellantis operam linha de montagem em fábrica em Betim, MG / 20/05/2020 REUTERS/Washington Alves

    A empresa também prevê outros R$ 454 milhões, fruto da etapa anterior de investimento, para ampliar a capacidade de produção e atingir a marca de 1,1 milhão de motores por ano. O objetivo é produzir motores flex de alta eficiência e baixas emissões, que serão associados às tecnologias de hibridização.

    As tecnologias Bio-Hybrid foram desenvolvidas pelo Tech Center Stellantis na América do Sul, em parceria com fornecedores, pesquisadores e outros parceiros que compõem o ecossistema de inovação da empresa. A flexibilidade dessas tecnologias permite sua aplicação em diferentes modelos produzidos pela Stellantis em todos os seus polos automotivos na região.

    As quatro plataformas eletrificadas previstas pela Stellantis no país são:

    Bio-Hybrid: introduz uma abordagem de entrada na eletrificação, voltada para carros mais acessíveis. Utiliza um dispositivo elétrico multifuncional para gerar torque adicional ao motor térmico e carregar a bateria adicional de lítio-íon de 12 volts.

    Bio-Hybrid e-DCT: segundo nível de eletrificação, apresenta dois motores elétricos e uma bateria de lítio-íon de 48 volts. Foco em eficiência e economia, com gestão eletrônica que permite operação térmica, elétrica ou híbrida.

    Bio-Hybrid Plug-in: terceiro nível, possui uma bateria de lítio-íon de 380 volts recarregável por diferentes fontes. Similar ao sistema presente no Compass 4Xe, mas com produção local.

    BEV (100% Elétrica): totalmente movido por um motor elétrico de alta tensão. Bateria recarregável de 400 volts, proporcionando torque instantâneo e desempenho responsivo.

    Plataformas híbridas que serão fabricadas no Brasil
    Plataformas híbridas que serão fabricadas no Brasil / Divulgação
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