Integrantes do PT se movimentam para assumir Ministério dos Direitos Humanos
Macaé Evaristo e Negro Belchior são citados para suceder Silvio Almeida, demitido após acusações de assédio sexual
O PT é dos mais interessados em herdar a vaga de Silvio Almeida no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Neste sábado (7), entre petistas, despontou o nome da deputada estadual Macaé Evaristo, de Minas Gerais.
Professora desde os 19 anos, ela é formada em Serviço Social, mestre e doutoranda em Educação.
Defensores do nome de Macaé entendem que a saída do ministro deixa desfalcado a comunidade negra, que se sente minoritária em um governo de esquerda.
Atualmente, há apenas quatro ministros negros:
- Anielle Franco, da Igualdade Racial e personagem central no escândalo que levou à saída de Almeida;
- Margareth Menezes, da Cultura;
- Marina Silva, do Meio Ambiente;
- e Luciana Santos, de Ciência e Tecnologia.
Almeida era o quinto.
Com a estratégia de manter no comando da pasta uma pessoa negra, também o educador Douglas Belchior, também conhecido como Negro Belchior e filiado ao PT, é cotado.
Liderança de esquerda, Belchior não mantém boas relações com o antecessor Silvio de Almeida, ao mesmo tempo em que é amigo de Anielle Franco.
Integrantes do PT disseram à CNN, porém, que Belchior teria incomodado setores do partido por recentes críticas ao governo.
Ex-ministra da pasta, Maria do Rosário (PT) participou do grupo de trabalho sobre Direitos Humanos e Cidadania, durante a montagem de governo Lula em 2022.
O nome dela chegou a ser lembrado neste novo momento de avaliação para ministro da pasta. Ela, porém, está dedicada atualmente à campanha à Prefeitura de Porto Alegre.
Até que o governo tome uma decisão, a pasta segue administrada pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, que foi anunciada interina nesta sexta-feira (6), após formalizada a demissão de Silvio Almeida.



