Governo vê ala do STF mirando Master em união com Alcolumbre contra Messias
Objetivo de parte dos ministros do Supremo seria impedir reforço a grupo liderado por Fachin e Mendonça em votações sobre banco de Vorcaro; presidente do Senado defenderia derrota após Pacheco ser preterido, segundo Planalto

Interlocutores do presidente Lula relataram à CNN ter sido determinante para a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma aliança entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e uma ala da Corte.
O objetivo, por parte de ministros da Corte, seria um só: impedir que a ala liderada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e pelo ministro André Mendonça ganhasse um aliado que caminhava para ser o fiel da balança em potenciais votações do caso Master.
O cenário hoje, nas contas de fontes do governo e do STF, é de empate, por exemplo, para uma eventual abertura de investigações contra ministros do STF.
Messias seria o voto de minerva a integrar o lado de Mendonça, o que teria motivado a contrariedade de uma das alas do STF ao nome dele.
O receio de alguns ministros se tornarem minoria no STF teria encontrado em Alcolumbre o desejo de derrotar o governo, em razão de seu preferido para o cargo, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ter sido preterido na escolha de Lula.
Procurado pela CNN, o ministro Alexandre de Moraes negou que tenha operado contra Messias. A reportagem busca contato com o STF e aguarda um posicionamento.



