Os bastidores da resposta do Itamaraty aos EUA
Decisão de responder à declaração americana sobre decisões do STF foi unânime e considerada uma questão de soberania nacional
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma resposta contundente aos Estados Unidos, em uma nota elaborada conjuntamente pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pelo assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim.
A decisão de responder à declaração americana foi unânime, sendo considerada uma questão de soberania nacional. Em nenhum momento se cogitou não responder, tanto o Itamaraty quanto o Palácio do Planalto entenderam a necessidade de "traçar uma linha no chão" em relação aos limites das declarações do governo dos Estados Unidos.
A nota passou por um processo de ida e volta entre o Itamaraty e o Palácio do Planalto, sendo inicialmente redigida no Ministério das Relações Exteriores, enviada para revisão do assessor internacional da Presidência e posteriormente finalizada no Itamaraty. O documento final recebeu o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fontes próximas ao processo descreveram a nota americana como "absurda, fake news e mentirosa", distorcendo a realidade do sistema jurídico e político brasileiro. A resposta brasileira buscou deixar claro que futuras declarações nessa linha receberão reações similares, estabelecendo um precedente para as relações diplomáticas entre os dois países.
A postura adotada pelo governo brasileiro é de que "bateu, levou". Isso significa que qualquer manifestação considerada inadequada, seja da Casa Branca ou de departamentos diretamente ligados a ela, será respondida com firmeza semelhante.
Esta situação marca um momento significativo nas relações Brasil-Estados Unidos, demonstrando a disposição do governo Lula em defender vigorosamente a soberania nacional e estabelecer limites claros no diálogo diplomático com a potência norte-americana.




