Tarcísio avalia saída antecipada de secretários e quer manter vice
A aliados, governador relatou buscar segundo nome para chapa ao Senado, que deve contar com Guilherme Derrite, atual secretário de Segurança Pública

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a aliados antecipar para dezembro a saída de secretários de Estado que pretendem ser candidatos em 2026, como forma de entrar no ano eleitoral com o time definido e engajado para trabalhar por sua reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Devem ser candidatos, por exemplo, Guilherme Derrite (Segurança Pública), ao Senado, e Guilherme Piai (Agricultura) a deputado federal.
O governador também confidenciou a aliados que pretende manter na chapa o atual vice, Felício Ramuth (PSD), cujo trabalho é elogiado por ele.
Seria também uma forma de evitar a pressão de seu secretário de Governo, Gilberto Kassab, pelo cargo.
Presidente nacional do PSD, Kassab planeja ser vice de Tarcísio para poder se lançar candidato ao Palácio dos Bandeirantes em 2030, mas enfrenta resistências entre dirigentes partidários para assumir posto na chapa.
O incômodo começou pela forma considerada agressiva com que Kassab avançou para filiar prefeitos no estado após o enfraquecimento do PSDB, e se ampliou durante o governo. Ele é visto como alguém que joga apenas para o PSD, e não pela coalizão.
Justamente para evitar atritos na aliança, Tarcísio pretende manter seu atual vice, pois não haveria como Kassab se opor a ele — trata-se de uma indicação do próprio Kassab.
Além disso, o governador tem simpatia pessoal por Felício e costuma elogiar sua gestão. Ex-prefeito de São José dos Campos, Felício tem perfil de gestor. Foi ele, por exemplo, quem coordenou os trabalhos de esvaziamento da Cracolândia.
Na chapa, além de Felício Ramuth na vice, o governador defende Derrite como primeiro nome ao Senado e ainda avalia potenciais segundos nomes.
Como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) vai se inviabilizando por não poder retornar ao país, os nomes em análise são: o deputado federal Marco Feliciano (PL), o ex-governador Rodrigo Garcia (União Brasil) e o presidente da Assembleia, André do Prado (PL).
O governador reforçou nas últimas semanas as articulações visando a sua reeleição em São Paulo. Reuniu 58 deputados no Bandeirantes, como mostrou a CNN .
Segundo aliados, a recuperação de Lula e o cenário econômico de 2027 o afastam da disputa.



