Análise: Haddad assume papel de mediador da crise econômica
Fernando Haddad se posiciona como mediador das negociações comerciais com os Estados Unidos, enquanto equipes técnicas dos dois países mantêm conversas
O Brasil intensifica esforços diplomáticos para estabelecer um canal de diálogo com os Estados Unidos antes da implementação de novas tarifas comerciais, prevista para 1º de agosto. Fernando Haddad emerge como figura central nas negociações entre os dois países, buscando minimizar os impactos econômicos das medidas anunciadas.
As conversas preliminares já começam a mostrar resultados, com interações entre as equipes técnicas da Fazenda brasileira e do Tesouro Americano, assim como entre o Ministério do Desenvolvimento e Indústria e Comércio Exterior do Brasil e a área comercial do governo americano.
Estratégia de negociação
Não há expectativa de um acordo imediato antes da implementação das tarifas. A estratégia brasileira é manter o diálogo após a aplicação das medidas, buscando uma discussão mais efetiva em termos comerciais. O Brasil também conta com o apoio do setor produtivo americano para exercer pressão sobre o governo dos Estados Unidos.
Enquanto as questões comerciais são tratadas no âmbito técnico, observa-se um descolamento da esfera política. Lula mantém um discurso focado na soberania nacional, enquanto Donald Trump aborda questões relacionadas à liberdade de expressão e ao sistema judiciário brasileiro.
O governo brasileiro sinaliza que, mesmo com a implementação das tarifas, manterá a disposição para o diálogo e continuará buscando uma solução negociada, descartando medidas de retaliação imediata. Esta postura demonstra um compromisso com a resolução diplomática do impasse comercial entre as duas nações.



