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    Clarissa Oliveira

    Clarissa Oliveira

    Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações, como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

    Governo foi cobrado até pelo PT antes de aceitar cronograma de emendas

    Após muita resistência, Planalto aceitou prazos para liberar recursos e acalmar crise na articulação política

    Governo foi cobrado até pelo PT antes de aceitar cronograma de emendas
    Governo foi cobrado até pelo PT antes de aceitar cronograma de emendas

    Sacramentada na quinta à tarde (22), a decisão do governo de aceitar um cronograma para a liberação de emendas parlamentares foi tomada sob pressão até mesmo do partido do presidente Lula.

    Segundo relatos feitos à CNN por líderes envolvidos na negociação, o time do ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, foi alertado por petistas de que havia forte incômodo mesmo em bancadas aliadas, e que seria difícil acalmar a crise com o Congresso sem oferecer aos parlamentares garantias de que as emendas prometidas para este ano sairão do caixa.

    O alerta foi feito em uma reunião realizada no início do mês na Secretaria de Relações Institucionais. Mas a demora do governo em confirmar a aceitação do cronograma já vinha provocando forte irritação na base, como informou a CNN no início da semana.

    Na prática, o governo aceitou o cronograma proposto originalmente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sob relatoria do deputado Danilo Forte (União-CE).

    O trecho acabou vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob o argumento de que ele infringiria a prerrogativa do Executivo de decidir sobre o fluxo orçamentário. A expectativa é que o veto seja mantido e o cronograma seja executado informalmente, por acordo.

    A adoção de um cronograma para liberar emendas parlamentares é visto como um trunfo do Congresso, que vinha se queixando do fato de o Planalto represar emendas para influenciar votações no Parlamento.

    O não cumprimento de acordos para a liberação de recursos também vinha contaminando a relação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que chegou a se queixar pessoalmente para o presidente Lula em reunião realizada antes do carnaval.