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    Clarissa Oliveira

    Clarissa Oliveira

    Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações, como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

    Lira vê “jogo duplo” do Planalto e reclama de ação para desgastá-lo, dizem aliados

    Presidente da Câmara ironizou nos bastidores suposto encontro com Lula e acusou “dissimulação” do governo

    Lira vê “jogo duplo” do Planalto e reclama de ação para desgastá-lo, dizem aliados
    Lira vê “jogo duplo” do Planalto e reclama de ação para desgastá-lo, dizem aliados

    Os sinais vindos do Palácio do Planalto nos últimos dias contribuíram para azedar ainda mais o clima na relação com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

    Enquanto o governo dá declarações sugerindo que a crise na articulação política está superada, Lira queixou-se nos bastidores do que considera um “jogo duplo” do governo, desenhado para desgastá-lo e transmitir a ideia de que estaria “enfraquecido” politicamente.

    O presidente da Câmara conversou com pessoas próximas no fim da semana passada.

    Ele reclamou de vazamentos que atribui ao governo a respeito de ao menos dois temas: a recente portaria que deu maior protagonismo à Secretaria de Relações Institucionais na gestão de emendas parlamentares e o suposto encontro previsto para ocorrer nos próximos dias entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Até a manhã desta segunda-feira (22), como informou mais cedo a analista Débora Bergamasco, Lira não havia recebido nenhum convite ou convocação formal para o encontro, que incluiria também o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    Segundo relatos feitos à CNN, Lira chegou a fazer piada com a cobertura da imprensa sobre o assunto. “Parece que não estou com muita moral”, ironizou, segundo um interlocutor.

    O jogo do governo, na avaliação do presidente da Câmara, é tumultuar a relação de Lira com parlamentares para enfraquecê-lo politicamente.

    Na semana passada, como informou a CNN, o Planalto comemorou silenciosamente o desfecho da estratégia que deu mais protagonismo ao ministro Alexandre Padilha na liberação das emendas.