Débora Bergamasco
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Débora Bergamasco

Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, IstoÉ e SBT

Análise: Brasil vê Trump irredutível sobre tarifaço

Fontes do governo brasileiro avaliam que só uma decisão judicial nos EUA poderia impedir a tarifa de 50% aos produtos nacionais

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O governo federal demonstra pessimismo em relação à possibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar da decisão de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Mesmo com a recente sinalização de que países sem acordo com Washington poderiam enfrentar tarifas entre 15% e 20%, fontes diplomáticas indicam que o Brasil não deve se beneficiar dessa taxa menor.

O chanceler Mauro Vieira está em Nova York e busca uma oportunidade para ser recebido em Washington, enquanto parlamentares brasileiros também realizam agendas nos Estados Unidos na tentativa de uma negociação. No entanto, segundo fontes do governo, esses movimentos são considerados apenas gestos políticos, sem perspectiva real de alterar o cenário.

A medida deve afetar significativamente setores como o do suco de laranja, impactando não apenas exportadores brasileiros, mas também importadores e consumidores americanos. Mesmo com a pressão do setor produtivo nos Estados Unidos, as autoridades brasileiras não veem margem para flexibilização.

A única possibilidade de reversão, segundo fontes diplomáticas, seria por meio de uma decisão judicial nos Estados Unidos que declarasse a inconstitucionalidade da medida. Neste cenário, Trump poderia recuar alegando impedimento legal, sem comprometer sua posição política.

O governo brasileiro mantém a negociação como linha principal de atuação, mas enfrenta dificuldades para estabelecer um canal de diálogo efetivo. A expectativa é que a tarifa de 50% seja de fato implementada, gerando preocupação no setor produtivo nacional e nas relações comerciais entre os dois países.

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