Mauro Vieira só vai a Washington se for recebido por governo Trump
Chanceler sinaliza disposição para diálogo sobre tarifas, mas exige interlocução com autoridade de alto nível
Em viagem aos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, só vai a Washington se tiver uma sinalização do governo Donald Trump de que será recebido por uma autoridade de alto nível para discutir a sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros.
O chanceler está em Nova York para uma reunião na ONU (Organização das Nações Unidas) para discutir em uma conferência Internacional a solução de dois Estados no conflito Israel-Palestina, sediada pela ONU, em Nova York.
O governo brasileiro enviou recados ao governo americano de que o chanceler está no país e à disposição para negociar o tarifaço anunciado por Trump em 9 de julho.
A agenda na ONU está programada para encerrar nesta terça-feira (29). De acordo com interlocutores do Itamaraty, se não houver uma sinalização de que será recebido pelo secretário de Estado Americano, Marco Rubio, ou outra autoridade de alto nível, o chanceler voltará a Brasília sem ir a Washington.
A possibilidade de negociação permanece incerta, com o governo brasileiro sinalizando disposição para o diálogo por meio de canais diplomáticos. Até o momento, no entanto, não houve resposta positiva do lado americano quanto a um encontro.
Os contatos de alto nível entre Brasil e Estados Unidos têm sido limitados. Vieira enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando este assumiu o cargo, mas não obteve resposta.
A situação se complica pelo fato de que as discussões sobre as tarifas estão concentradas diretamente na Casa Branca, sob comando de Trump.
Fontes do Itamaraty indicam que, mesmo se houver um encontro, há poucas expectativas de avanços significativos nas negociações até 1º de agosto. A avaliação é que, caso ocorra alguma reunião, esta teria caráter mais protocolar do que efetivo para a resolução da questão tarifária.



