Edilene Lopes
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Edilene Lopes

Jornalista e cientista política, analista da Rádio Itatiaia e da CNN Brasil. Mineira em Brasília, ganhou o Troféu Imprensa e o + Admirados.

Lula e Flávio revisam estratégia contra "flop" em atos de campanha

Para evitar atos esvaziados, candidatos adotam recursos variados

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As bases do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à presidência da República, estão reavaliando as estratégias e os cronogramas de mobilização. Após adotarem aberturas similares, com Lula voltando às origens no ABC Paulista e Flávio revisitando o início da carreira política do pai, no Rio de Janeiro, os dois pólos querem evitar situações que possam gerar constrangimentos para as lideranças. Na primeira semana de campanha, ambos cumpriram agendas em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Luta contra o flop

Um dos principais temores é a realização de eventos esvaziados, comumente chamados de flopados, gíria exportada do verbo "flop" que, em inglês, significa fracassar. Na base de Flávio Bolsonaro, por exemplo, a estratégia é focar em eventos maiores nos últimos 30 dias de campanha, depois que os ânimos do eleitorado já estiverem mais aquecidos. Até lá, eventos mais setorizados nas viagens e peças digitais serão pilares importantes da campanha. Deputados federais que são cabos eleitorais importantes também vão concentrar seus grandes eventos de rua em setembro.

Mobilização

A base do presidente Lula aposta na mobilização dos movimentos sociais e puxadores de votos para garantir um quórum alto nos eventos abertos com presença do presidente. Nesta sexta-feira (21), em Belo Horizonte, o petista escolheu a Praça da Estação, espaço tradicional de manifestações da esquerda no centro da cidade, para realizar seu primeiro comício.

Para garantir a lotação, os deputados que são candidatos à reeleição, com base já formada, marcaram seus eventos de lançamento de comitês na capital entre quinta (20) e sábado (21), com o objetivo de atrair seus grupos políticos para a cidade. Os movimentos de sem-terra, atingidos por barragem e luta por moradia urbana também organizaram caravanas partindo de várias regiões do estado.

A ordem é de mobilização máxima para grandes eventos abertos com a presença do presidente. Outra regra perseguida nesse pleito eleitoral é a realização de eventos rápidos para não cansar a militância. Já os discursos do petista, ponto alto dos eventos, devem ter um tempo maior, sendo algo entre 30 e 40 minutos.