Aposentado, Mauro Cid pedirá mais tempo para ficar em casa do Exército
Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (PL) foi para a reserva em 2 de março e tem até 2 de junho para deixar o imóvel militar após ser condenado na trama golpista

O tenente-coronel da reserva Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), vai pedir prorrogação do prazo para permanecer na casa do Exército onde mora, no Setor Militar Urbano, em Brasília.
Cid teve a aposentadoria antecipada concedida em 2 de março. A decisão foi autorizada após Cid solicitar a transferência para a reserva remunerada por meio da cota compulsória, um mecanismo que permite a aposentadoria antes do tempo estipulado.
Contudo, o militar precisa deixar a casa funcional em Brasília em até 90 dias, ou seja, até 2 de junho.
O militar da reserva vai argumentar ao Comando Militar que ainda há uma decisão a ser julgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a extinção de sua pena na trama golpista. A defesa do tenente-coronel citou, em novembro do ano passado, decisões do STJ que permitiram o uso do período em que um réu esteve submetido a medidas cautelares para fins de detração penal.
Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado a dois anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe, mas sua pena foi reduzida após acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
A sentença mais branda permitiu que ele mantivesse o cargo no Exército, sem enfrentar processos na Justiça Militar.
Com 46 anos de idade e 29 anos e 11 meses de serviços prestados, Cid teria direito à aposentadoria completa após 31 anos de carreira. Com a antecipação, a redução salarial na reserva foi mínima, e ele manteve benefícios da ativa, recebendo aproximadamente R$ 16 mil mensais.



