Delegado que atuou em inquérito da trama golpista ganha cargo em Abu Dhabi
Rafael Machado Caldeira foi indicado pelo diretor-geral da PF para ser adido nos Emirados Árabes; chefe da inteligência também coordenou casos da Abin paralela e joias sauditas

O atual coordenador-geral de Contrainteligência da PF (Polícia Federal), Rafael Machado Caldeira, ganhou um cargo no exterior. A indicação no boletim interno da PF nomeia o delegado como novo adido policial em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
A publicação é de terça-feira (9) e foi assinada pelo diretor-geral, Andrei Rodrigues.
Na Diretoria de Inteligência, Caldeira atuou em inquéritos notórios desde 2023, como a investigação da chamada trama golpista, que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados políticos.
O delegado também coordenou os inquéritos das joias sauditas, com indiciamento de Bolsonaro, e dos cartões de vacinação, que levou o então tenente-coronel Mauro Cid à prisão e posterior acordo de delação premiada.
Além de Caldeira, outros delegados que fizeram parte desses inquéritos foram para o exterior. É o caso do ex-diretor de inteligência, Rodrigo Morais, que virou adido em Londres, na Inglaterra, e de Thiago Severo, que foi nomeado como oficial de ligação junto à Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) em Haia, nos Países Baixos.
A adidância da Polícia Federal nos Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi) está oficialmente autorizada, mas encontra-se em fase de implantação. Ainda não há data para Caldeira deixar o posto em Brasília.
Essa expansão faz parte de uma estratégia da PF de ampliar sua cooperação policial de forma internacional. O cargo de adido tem duração de três anos.



