Elijonas Maia
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Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

Saiba como é a rotina do ex-presidente do BRB na Papuda

Paulo Henrique Costa tem direito quatro refeições por dia e duas horas de banho de sol; ele foi preso na quarta fase da Compliance Zero por receber propina de Daniel Vorcaro, segundo a PF

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Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), já usa uniforme do sistema prisional do Distrito Federal após ser transferido da PF (Polícia Federal) para o Complexo da Papuda.

A transferência do ex-dirigente ocorreu de forma discreta: agentes utilizaram uma saída lateral do prédio da PF para evitar registros da imprensa. A PF investiga o ex-dirigente por receber propina do empresário Daniel Vorcaro.

Ao chegar ao complexo prisional, Costa foi encaminhado ao CDP I (Centro de Detenção Provisória I), conhecido como a “porta de entrada da Papuda”. A unidade é destinada a presos provisórios e funciona como etapa inicial para triagem e distribuição interna dos custodiados.

Na rotina carcerária, o ex-presidente do banco terá direito a quatro refeições diárias, conforme o padrão adotado no sistema penitenciário local. No café da manhã, são servidos pão com manteiga ou margarina e achocolatado. Já o almoço consiste em marmita de 650 gramas, com divisão entre proteína (150g), guarnição (150g), feijão (150g, sendo 90g de grãos e 60g de caldo) e arroz (200g), além de um suco de caixinha.

O jantar segue o mesmo padrão nutricional e de quantidade do almoço, com marmita também de 650 gramas distribuída entre os mesmos itens. Para a ceia, os custodiados recebem um sanduíche e uma fruta, completando a alimentação diária oferecida pela unidade prisional.

Além da alimentação, Paulo Henrique Costa terá direito a duas horas diárias de banho de sol, no pátio com os demais detentos.

A investigação da Polícia Federal aponta que os pagamentos indevidos, negociados em R$ 146 milhões por meio de apartamentos de luxo, teriam ocorrido no contexto de contratos e operações envolvendo o banco, o que motivou a deflagração da nova fase da operação.