Fernando Miranda
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Fernando Miranda

Sócio e conselheiro da V4 Company e CEO da Staage. Atuou em grandes empresas como Banco do Brasil e XP, além de ter sido Head de Marketing do InfoMoney e CMO da EXAME

Nike e Adidas enfrentam "ressaca" após Copa do Mundo

Ações das gigantes esportivas despencam devido à fraca margem de lucro e concorrência acirrada no mercado global

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Após o encerramento da Copa do Mundo, grandes empresas do setor esportivo enfrentam uma severa ressaca nos mercados financeiros.

As ações da Nike atingiram o menor patamar em 12 anos, enquanto a Adidas registrou uma queda recorde, em meio à fraqueza nas margens de lucro e ao acirramento da concorrência global.

O problema não está exatamente no volume, mas na qualidade dessas vendas.

Nike perde espaço na China

A Nike enfrenta dificuldades em três frentes distintas. A primeira e mais relevante é a perda de mercado na China, onde marcas locais como Anta e Li Ning têm ganhado força impulsionadas pelo movimento nacionalista Guo Chao, que incentiva o consumo de produtos chineses.

Além disso, a empresa perdeu espaço no segmento de calçados premium para marcas como Roca e On, e também para a Lululemon em artigos esportivos.

O segundo problema envolve uma decisão estratégica considerada equivocada: a Nike optou por encerrar parcerias com grandes varejistas para apostar no modelo de venda direta ao consumidor, pelo aplicativo e pelo site.

A estratégia não funcionou e, ao tentar retornar aos varejistas, a empresa se deparou com condições comerciais menos favoráveis.

Isso resultou em mais pressão sobre as margens da companhia.

O terceiro fator é a lentidão na recuperação sob o comando de Elliot Hill. Ele assume em 2024, já estamos no finalzinho de 2026, e a ação não recuperou, o lucro não apareceu.

O fato de a Nike estar distribuindo dividendos também é interpretado pelo mercado como um sinal de que a empresa não planeja crescer.

Adidas: recorde de vendas, mas margens comprimidas

O caso da Adidas é distinto. A empresa bateu recordes de vendas durante a Copa do Mundo, patrocinando os dois times finalistas — Espanha e Argentina —, mas gastou mais de US$ 1 bilhão em marketing, incluindo contratação de influenciadores.

O fluxo de caixa da Adidas também foi impactado, pois a empresa utilizou grande parte de seus recursos para formar estoques destinados ao período da Copa.

O gasto elevado em marketing foi pontual e os efeitos da exposição da marca durante o torneio ainda devem se refletir nos resultados ao longo do tempo.

Concorrência grande

O cenário atual reflete uma transformação estrutural no mercado de artigos esportivos. A concorrência, tanto no segmento premium quanto no de entrada, nunca foi tão intensa.

Marcas como Lululemon, On, Roca, New Balance e diversas marcas chinesas disputam espaço que antes era praticamente exclusivo de Nike e Adidas.

Além disso, as novas gerações têm mais opções e não demonstram a mesma fidelidade às marcas tradicionais.

A Nike enfrenta um problema estrutural mais grave do que a Adidas: enquanto a alemã ainda vende bem, mesmo que com margens reduzidas, a americana apresenta estagnação consistente nos últimos cinco anos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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