Fernando Nakagawa
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Fernando Nakagawa

Repórter econômico desde 2000. Ex-Estadão, Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Paulistano, mas já morou em Brasília, Londres e Madri

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Após Master, Esther confirma que fiscalização de fundos pode ir para o BC

Ministra de gestão explica que tema tem sido debatido no mundo todo porque fintechs têm se comportado como bancos

Fachada do Banco Master na cidade de São Paulo  • WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
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O governo estuda migrar a regulação e a fiscalização dos fundos de investimento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para o Banco Central. O plano foi confirmado nesta quarta-feira (21) pela ministra de gestão, Esther Dweck, que faz parte do grupo que estuda o tema.

“É uma discussão que está ocorrendo entre a Fazenda e o BC. Quando houver uma decisão sobre isso, isso passa por mudanças na estrutura dos órgãos. Por isso, passa pelo nosso Ministério”, disse a ministra após painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

A discussão ganhou força após os problemas no Banco Master e em fundos de investimento, como na Reag – que é investigada por suposta ligação com o crime organizado.

Questionada se, do ponto de vista de gestão de pessoal, não seria mais adequado reforçar o time da CVM, a ministra explicou que a discussão de uma nova regulação para a indústria de investimentos não ocorre apenas no Brasil.

“É uma discussão que está sendo internamente, mas o mundo inteiro tem discutido esse tema. Desde a crise de 2008, se fala nisso: das instituições financeiras não bancárias que têm atuado, de certa forma, no mercado e em concorrência com os bancos”, explicou a ministra.

Segundo Esther Dweck, o debate no Brasil ocorre diante dessa discussão global mais ampla. “É a regulação do sistema financeiro como um todo que tem sido discutido no mundo, inclusive quem regula”.

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