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    Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

    Nunes defende tranquilidade em indiciamento de Bolsonaro; Boulos reage

    Caso das joias deve ser explorado na campanha municipal de São Paulo

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP)
    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) Agência Brasil e Câmara dos Deputados

    O indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) pela Polícia Federal no caso das joias entrou de vez na campanha municipal de São Paulo.

    O prefeito Ricardo Nunes (MDB), cuja reeleição tem o apoio declarado de Bolsonaro, relembrou investigações anteriores contra o ex-presidente e argumentou que a conclusão foi diferente da acusação original.

    Questionado por jornalistas nesta terça-feira (9), Nunes citou como exemplo o sumiço de móveis dos palácios do governo e o episódio de importunação de uma baleia, no litoral de São Paulo, que acabou sem o indiciamento de Bolsonaro.

    O prefeito defendeu que, também no caso das joias, é necessário “ter muita tranquilidade” e que é preciso comemorar que o país é uma democracia, com respeito aos processos legais.

    “Tem que ter muita tranquilidade e comemorar que nós somos um país da democracia. A democracia prevê que a gente respeite os processos legais e que a gente faça as ações de todos os lados, inclusive da imprensa, com muita responsabilidade”, afirmou.

    A declaração do prefeito teve reação da campanha de seu principal adversário, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).

    O coordenador da pré-campanha do PSOL, Josué Rocha, disse à CNN que o prefeito “rasgou de vez a fantasia e abraçou o bolsonarismo”.

    “Nunes passou o pano para Bolsonaro, contrariando todos os fatos que, segundo a Polícia Federal, provam a participação do ex-presidente no desvio e venda das joias, inclusive com uso de avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para concretizar o crime”, afirmou.

    Em São Paulo, a ideia da campanha de esquerda é justamente explorar esse episódio para tentar aumentar a rejeição ao atual prefeito.

    Inclusive, Boulos adotará o discurso de que, caso o prefeito seja reeleito, quem governará a capital paulista será Bolsonaro.

    A ideia é que a estratégia seja adotada já nas primeiras propagandas nos palanques eletrônicos, ou seja, televisão e rádio.

    A última pesquisa Datafolha mostrou que Boulos é o pré-candidato mais rejeitado em São Paulo, com 34%. Nunes aparece com um índice de rejeição menor, de 26%.

    Só que a rejeição de Bolsonaro na capital paulista é maior. Segundo o Datafolha, 65% afirmam que não votariam de jeito nenhum em um candidato apoiado por Bolsonaro.