Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Governo prepara plano de reação de Lula para 2026

Medidas envolvem pacote social, entrevistas de ministros e embate com oposição

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O governo federal prepara um plano de reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à queda da aprovação, apontada tanto pelo Datafolha como pela Genial Quaest.

As medidas, avaliadas pelo Palácio do Planalto, envolvem desde medidas sociais para contornar a alta da inflação como uma ofensiva nas redes sociais contra críticas da oposição.

A ideia é tentar recuperar o apoio do eleitorado que deixou de avaliar o governo petista como bom e ótimo, sobretudo entre os eleitores de baixa renda do Norte e Nordeste.

Segundo assessores do governo, uma das estratégias é desenvolver políticas públicas para baratear a oferta de alimentos, remédios e materiais de construção.

Além disso, oferecer linhas de crédito mais baratas para microempreendores, também em um esforço para driblar a alta dos juros.

O governo federal também pretende colocar a equipe ministerial em mais evidência, principalmente ministros do centro, para defender o presidente.

A estratégia é tentar “furar a bolha petista”, nas palavras de um assessor do governo. Ou seja, fazer com que as políticas públicas cheguem a um eleitorado moderado que não segue perfis de esquerda.

Nas redes sociais, a ideia é que influenciadores progressistas, com alto número de seguidores, produzam conteúdo em defesa do governo federal e contra notícias inverídicas dispersadas pela direita.

Para isso, Lula deve recebê-los no Palácio do Planalto para fazerem conteúdos em conjunto, defendendo medidas recentes, como o aumento da gratuidade do Farmácia Popular e o controle da tarifa de importação.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu um índice de aprovação de 24%, segundo a pesquisa Datafolha.

Levando em conta seus três mandatos (2003-2006, 2007-2010 e o atual), esse é o menor índice de ótimo ou bom do presidente.