Governo prepara plano de reação de Lula para 2026
Medidas envolvem pacote social, entrevistas de ministros e embate com oposição
O governo federal prepara um plano de reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à queda da aprovação, apontada tanto pelo Datafolha como pela Genial Quaest.
As medidas, avaliadas pelo Palácio do Planalto, envolvem desde medidas sociais para contornar a alta da inflação como uma ofensiva nas redes sociais contra críticas da oposição.
A ideia é tentar recuperar o apoio do eleitorado que deixou de avaliar o governo petista como bom e ótimo, sobretudo entre os eleitores de baixa renda do Norte e Nordeste.
Segundo assessores do governo, uma das estratégias é desenvolver políticas públicas para baratear a oferta de alimentos, remédios e materiais de construção.
Além disso, oferecer linhas de crédito mais baratas para microempreendores, também em um esforço para driblar a alta dos juros.
O governo federal também pretende colocar a equipe ministerial em mais evidência, principalmente ministros do centro, para defender o presidente.
A estratégia é tentar “furar a bolha petista”, nas palavras de um assessor do governo. Ou seja, fazer com que as políticas públicas cheguem a um eleitorado moderado que não segue perfis de esquerda.
Nas redes sociais, a ideia é que influenciadores progressistas, com alto número de seguidores, produzam conteúdo em defesa do governo federal e contra notícias inverídicas dispersadas pela direita.
Para isso, Lula deve recebê-los no Palácio do Planalto para fazerem conteúdos em conjunto, defendendo medidas recentes, como o aumento da gratuidade do Farmácia Popular e o controle da tarifa de importação.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu um índice de aprovação de 24%, segundo a pesquisa Datafolha.
Levando em conta seus três mandatos (2003-2006, 2007-2010 e o atual), esse é o menor índice de ótimo ou bom do presidente.



