Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Nova federação participou de derrota de Lula em CPMI do INSS

Resultado inesperado foi visto como alerta de PP e União Brasil ao Palácio do Planalto

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A derrota do governo federal na composição do comando da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi capitaneada pela nova federação entre União Brasil e PP.

A reviravolta desta quarta-feira (20), segundo líderes partidários, chegou a ser discutida por participantes do evento de lançamento do novo bloco partidário.

Nas palavras de integrantes do governo, o movimento foi uma espécie de “tiro para o alto” da federação partidária, que tem salientado independência em relação ao governo petista.

A federação PP e União Brasil tem reafirmado postura de independência no Congresso Nacional, apesar de fazer parte da Esplanada dos Ministérios.

O PP é majoritariamente de oposição, mas o União Brasil tem uma bancada federal dividida.

A derrota desta quarta foi também dos presidentes das Casas Legislativas: Hugo Motta (Câmara dos Deputados) e Davi Alcolumbre (Senado Federal).

O acordo inicial era de que o senador Omar Aziz (PSD-AM) presidisse o colegiado federal e o deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) fosse seu relator. Os dois foram indicados por Alcolumbre e Hugo, respectivamente.

Nesta quarta-feira (20), no entanto, foram eleitos o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente e o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) como relator. Os dois fazem oposição à gestão petista.

Com a possibilidade de o comando da CPMI do INSS ser inteiro de oposição, deputados do centrão comparam o colegiado à CPI da Covid. As duas demonstraram uma falha da articulação política dos governos de Jair Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva.