Reviravolta na CPMI do INSS foi alinhada pela oposição até de madrugada
PL acionou partidos de centro-direita para eleição de Carlos Viana
A reviravolta no comando da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) partiu do PL, partido de Jair Bolsonaro, e foi articulada até a madrugada desta quarta-feira (20).
O assunto foi pauta de uma reunião dos partidos de oposição na terça-feira (19), na liderança do partido de direita.
No encontro, o diagnóstico foi de que as indicações de Omar Aziz (PSD-AM) e Ricardo Ayres (Republicanos-TO) tinham perfil governista. E que, por isso, o partido de direita deveria aproveitar o lançamento da federação entre PP e União Brasil para tentar emplacar nomes oposicionistas.
Por isso, foi traçado um plano de resposta. Segundo relatos feitos à CNN, parlamentares da oposição compareceram ao evento partidário.
Na solenidade, sondaram nomes que poderiam ter o apoio dos partidos de centro para o comando do colegiado federal.
O primeiro citado foi o da senadora Teresa Cristina (PP-MS). Segundo deputados bolsonaristas, porém, a senadora teria resistência.
Assim, surgiu a alternativa de Carlos Viana (Podemos-MG). Para viabilizar a sua eleição, o PL iniciou uma ofensiva pelo telefone.
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o senador Rogério Marinho (PL-RN) telefonaram para integrantes do centrão até as 3h da madrugada desta quarta.
Somente nesta manhã, o partido de Jair Bolsonaro teve a confirmação de que havia maioria para derrubar a indicação de Omar Aziz, que tinha o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



