Ala lulista do PSD torce para candidatura própria do partido não decolar
Estados como Rio, Bahia e Amazonas preferem apoiar reeleição de Lula
A ala lulista do PSD espera que a candidatura própria do partido à presidência da República não decole. Em estados como Rio de Janeiro, Bahia e Amazonas, a preferência é por continuidade com a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Essa ala vê o presidente da sigla, Gilberto Kassab, buscando consolidar a posição do partido como uma legenda de centro, que não seja nem de direita, nem de esquerda, e que deixe de ser satélite em composições partidárias.
Estão no páreo de uma candidatura própria para a presidência: Ratinho Júnior, governador do Paraná; Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul e agora também o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que se filiou à legenda nessa segunda-feira (27).
De todos os nomes postos, a ala pró-Lula reconhece que o de Ratinho é o de maior potencial de crescimento político para o próprio partido. O governador do Paraná é apontado como o mais conhecido nacionalmente por surfar na popularidade do pai, o apresentador de TV, Ratinho.
O PSD tem três ministros no governo Lula 3: Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura e Pecuária, Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia, e André de Paula (PSD-PE), da Pesca.
Silveira está em uma sinuca de bico porque pode ser candidato ao Senado e é próximo do presidente Lula, mas, ao mesmo tempo, vê o partido em Minas Gerais endossar a candidatura do vice-governador Matheus Simões, que se filiou ao PSD.
Outro nome implicado é o de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que foi inviabilizado pelo próprio partido após a filiação do vice de Romeu Zema. Lula ainda gostaria de Pacheco na disputa ao governo de Minas. Pacheco quer sair da vida pública, mas tem sido cortejado por partidos como o União Brasil.



