Após investidas de Alckmin, PSB descarta unificar candidatura com PT no DF
Partidos tentavam alinhamento nacional, mas negociação não avançou

O PSB (Partido Socialista Brasileiro) encerrou as tentativas de resolver a unificação de chapa com o PT (Partido dos Trabalhadores) na disputa ao GDF (Governo do Distrito Federal).
Lideranças do comando nacional da sigla tentavam convencer Ricardo Cappelli (PSB) a fazer algum gesto a Leandro Grass (PT), que foi candidato em 2022 e tenta novamente agora em 2026.
Como mostrou a CNN, até mesmo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, foi escalado para conversar com Cappelli, mas a negociação não avançou.
O vice-presidente teve uma longa conversa com Capelli nessa quarta-feira (12), junto com o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira (PSB-SP), que é braço-direito de João Campos no partido.
Capelli não quis ser vice de Grass e Grass não quis ser vice de Capelli. As siglas ainda tentavam uma unificação sem a formação de uma chapa conjunta, ou seja, um desistiria para apoiar o outro. O cenário de plano B também não funcionou e o PSB declarou encerradas as tentativas de resolver a situação.
O coordenador da campanha de Grass e presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa, afirma que, desde o começo das conversas, o PT trabalhou pela unidade das forças progressistas no DF e que não não há porquê cogitar outro nome para conduzir a oposição no processo eleitoral.
"Seguimos dialogando e acreditando que o PSB não irá optar pelo isolamento e, por responsabilidade com a população do DF, chegará o momento que se juntará ao conjunto desses seis partidos", afirmou à CNN.
O DF será uma das poucas exceções no cenário nacional onde PT e PSB não estarão alinhados.



