Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

França sinaliza resistência a pedido de Lula para ser vice de Haddad

Negociação passa por posição em eventual nova gestão do PT

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O ex-ministro Márcio França (PSB) resiste em acatar um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser vice de Fernando Haddad (PT) na disputa ao governo de São Paulo.

A intenção de França é disputar uma vaga ao Senado e trabalhar para assegurar um mandato a partir de 2027, após ter sido derrotado na disputa em 2022. Aliados afirmam que o ex-governador de SP pondera até mesmo se lançar de forma avulsa.

O pessebista conversou com Lula no final de maio e deve ponderar a ideia de desistir da candidatura a depender de uma oferta futura caso o petista seja eleito para um novo mandato e Haddad não seja eleito governador.

França disputa a vaga ao Senado na chapa lulista contra as ex-colegas de Esplanada, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Aliados argumentam que ele deveria ter prioridade dentro do PSB de São Paulo, já que Tebet é recém-chegada ao partido e ao estado. A posição de Tebet como candidata a senadora na chapa, no entanto, é considerada sólida. A visão de defensores é de que ele também seria mais competitivo que Marina, que também não tem trajetória política no estado.

Quem defende a posição de vice para França avalia, no entanto, que a boa entrada com prefeitos do interior paulista e uma dobradinha com Geraldo Alckmin em agendas pelo estado poderiam embaralhar o favoritismo do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) para vencer a disputa.

França iniciou o governo Lula 3 no Ministério de Portos e Aeroportos, mas foi deslocado para o recém-criado Ministério do Empreendedorismo após uma movimentação do governo em abrir espaço para acomodar o centrão.

No início deste ano, ele foi cotado para ser transferido do Empreendedorismo para assumir o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), após a desincompatibilização de Geraldo Alckmin. Acabou, no entanto, saindo da pasta mesmo sem a definição eleitoral.