Gonet defende PEC da Segurança: combate ao crime sem ciúme institucional
Medida que visa integrar forças de segurança completa três meses sem avanço no Senado Federal

Em declaração no encerramento do XIV Fórum de Lisboa, nesta quarta-feira (3), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, dizendo que a medida "acentua a cooperação" e que o combate ao crime não deve ter "ciúme institucional".
"A PEC da segurança às vezes é criticada por pessoas que dizem que ela deturparia o modelo de federalismo, mas é o contrário. É uma medida que permite que a união coordene as ações dos estados para a proteção da vida, da propriedade e da tranquilidade pública. Assim acentuando o caráter cooperativo do federalismo", afirmou Gonet.
A proposta, que completa na quinta-feira (4) três meses sem avanço no Senado Federal, visa reestruturar e integrar as forças de segurança no país por meio da criação do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), para uma atuação em esfera federal, distrital, estadual e municipal.
O texto foi enviado pelo governo Ffderal em abril do ano passado. Com uma maior preocupação por parte do eleitorado em relação à segurança pública, a PEC é uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.
"Sem a cooperação de todos, sem a interação de todos os órgãos, o desafio da segurança pública será de difícil enfrentamento. Devemos agir sem que o ciúme institucional impeça a eficácia no combate ao crime", disse o procurador-geral.
Em sua fala, Gonet ainda ressaltou a necessidade de colaboração internacional no combate ao crime organizado.
"A cooperação jurídica internacional é crucial para o plano interno brasileiro, para que tenhamos informações sobre como as facções estão atuando. A Polícia Federal tem instituições como a Interpol, a Europol, em que as polícias de todo mundo trocam informações em tempo real", afirmou.


