6x1: Governo vê texto enxuto e sem espaço para mudança
Planalto conta com aprovação na Câmara até quinta
Governistas veem o texto do fim da escala 6x1 na Câmara como enxuto e sem margem para mudanças robustas, a não ser em temas considerados muito laterais e para ajustes de última hora.
O parecer do relator Leo Prates (Republicanos-BA) foi apresentado na comissão especial após um ajuste fino entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A reunião foi considerada "excelente" pelos dois lados, com um tempo de transição fixado em um ano e que excedeu as expectativas iniciais do governo.
Esse é um dos pontos considerados inegociáveis. Se houver, durante a tramitação nas duas casas, uma redução ainda maior, seria um ganho. Na visão de articuladores da proposta, no entanto, isso não é esperado.
O texto foi definido como "fit" por um interlocutor a par das negociações. Ou seja, sem gorduras para serem cortadas, como é de praxe na articulação de matérias de grande interesse.
O governo também não vê grande alcance da oposição sobre interferências no texto. A visão é de que é uma agenda muito positiva para se ter posição contrária.
A estratégia da oposição até aqui tem sido esvaziar a comissão. Na sessão dessa segunda-feira (26), a oposição oscilou entre a decisão de pedir ou não vista, o que refletiu a dificuldade de alinhamento do grupo, na visão de governistas.
O deputado Maurício Marcon (PL-RS) acabou apresentando o pedido, o que não deve ter efeito no calendário proposto inicialmente de encerrar os trabalhos nesta semana. A expectativa é de votação da matéria na comissão especial nesta quarta-feira (27) e no plenário na quinta-feira (28).
As negociações, no entanto, vão seguir sobre pontos que devem entrar no projeto de lei complementar.



