Alcolumbre não deve interferir em missão pró-Ramagem
Plenário tende a chancelar viagem aos EUA aprovada em comissão

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não pretende interferir na empreitada bolsonarista de fazer uma missão pró-Ramagem aos Estados Unidos.
Alcolumbre deve fazer a leitura do requerimento aprovado na semana passada pela Comissão de Relações Exteriores, que cita o caso do ex-deputado Alexandre Ramagem, solto na quarta-feira (15), após passar dois dias detido pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos).
A expectativa é para que o plenário do Senado chancele a iniciativa. No entorno de Alcolumbre, a visão é de que uma interferência do presidente seria muito traumática porque ele estaria tirando a autonomia das comissões.
O requerimento foi apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC) sob o argumento de que a comissão irá acompanhar a situação de brasileiros custodiados nos EUA. A comitiva deve ir às cidades de Orlando e Washington e pretende acompanhar também a atuação das autoridades brasileiras competentes sobre o tema.
"A missão aos EUA será custeada pelo Senado, como toda missão oficial do Parlamento brasileiro. Isso não é gasto extra. É função constitucional", afirmou Seif nas redes sociais.
Parlamentares da esquerda reagiram ao assunto. O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirma que o requerimento servirá "para fazer turismo nos EUA e visitar um criminoso foragido da justiça criminal brasileira chamado Alexandre Ramagem".



