Análise: Pressionado, governo tem avanço tímido com EUA
Com prazo de dois dias para início do tarifaço imposto por Donald Trump, Brasil busca acordos em setores específicos como café e suco de laranja
As negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre as tarifas impostas ao comércio bilateral mostram progressos modestos, a apenas dois dias do início da vigência das novas medidas.
Em meio às tratativas, o governo brasileiro concentra esforços em duas frentes principais: negociações setoriais específicas e articulações por meio de Geraldo Alckmin. As discussões buscam minimizar os impactos do tarifaço que afetará não apenas o Brasil, mas diversos países.
Setores estratégicos em foco
As expectativas mais otimistas se concentram em setores onde os Estados Unidos apresentam maior dependência de produtos brasileiros. O café é um exemplo significativo, considerando que 99% do consumo americano depende de importações. O suco de laranja também figura entre os produtos com potencial para obter condições tarifárias mais favoráveis.
A Embraer emerge como outro ponto relevante nas negociações, embora os detalhes dos avanços nessa frente ainda não estejam claros. As conversações envolvendo a empresa aeronáutica são apontadas como uma das áreas com progresso nas discussões.
Papel das Big Techs
Um elemento significativo nas negociações foi a participação virtual de William Kimmett, representante do Departamento de Comércio americano, em reunião com autoridades brasileiras. Sua presença indica o interesse dos Estados Unidos na questão das empresas de tecnologia, tema substancial no contexto das novas tarifas.
O cenário mais provável, segundo as negociações em curso, é que alguns setores específicos possam ser beneficiados com tarifas menores, configurando uma situação menos danosa para o comércio bilateral. As negociações devem continuar mesmo após a implementação das novas tarifas, buscando ajustes e melhorias nas condições comerciais entre os países.



