Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Brasil deve retomar reuniões sobre tarifaço com EUA na semana que vem

Agenda com ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, vêm na esteira de telefonema entre Lula e Trump

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O governo Lula deverá ter a primeira reunião de reabertura de negociações com os Estados Unidos na semana que vem. A agenda entre o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, e o representante do USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos), Jamieson Greer, é aguardada para a segunda-feira (31).

A conversa, no formato virtual, era esperada para esta semana, mas por questões de agenda não foi possível acertar uma data mais próxima.

A sinalização dos americanos de retomar o diálogo técnico com o Brasil veio após o telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presidente Donald Trump, na última sexta-feira (21).

Até então, o Brasil via com pessimismo a possibilidade de renegociar antes da eleição presidencial os dois últimos tarifaços aplicados contra diversos setores. A conversa, no entanto, reascendeu expectativas de um acordo com a gestão Trump.

A avaliação é de que a ligação já abriu uma porta, que é a retomada das conversas. Outro ponto frisado por fontes foi a procura imediata de Jamison Greer em acionar o Brasil após o diálogo dos dois mandatários.

No diálogo dos dois mandatários, Lula teria dito a Trump que a taxação é baseada em informações falsas, segundo o relato do próprio petista durante um ato de campanha em Belo Horizonte horas após o telefonema.

"Eu disse ao presidente Trump que a taxação é irreal e foi feita com base na mentira. Eles falaram do desmatamento, e o Brasil tem o menor desmatamento da história. Falaram do trabalho forçado, e nós combatemos o trabalho forçado", disse durante ato de campanha realizado em Belo Horizonte, capital mineira, horas depois do telefonema.

"E Trump reconheceu e pediu para o secretário de comércio marcar uma reunião com o Márcio [Elias Rosa]", completou.

Em 23 de julho, o USTR confirmou a aplicação de uma nova tarifa contra 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado, com o Brasil entre eles sob a taxação de 12,5%.

Um dia antes, entrou em vigor uma tarifa de 25% contra produtos brasileiros com base em uma investigação do órgão aberta gestão Trump no contexto do primeiro tarifaço aplicado contra o Brasil, de 50%, em julho de 2025.