Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Com aceno de Pacheco, Messias ganha nota de apoio do PSB

Ex-presidente do Senado foi preterido para a vaga do ministro aposentado Luís Roberto Barroso; aceno ao AGU foi feito em almoço com cúpula da sigla

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O candidato ao STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, ganhou acenos do PSB (Partido Socialista Brasileiro) e do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em um almoço em Brasília nesta terça-feira (28).

Messias posou ao lado de Pacheco, do presidente do PSB, João Campos, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Após o encontro, o PSB divulgou uma nota para manifestar apoio ao nome de Jorge Messias. A sigla disse que “confia que sua sabatina no Senado Federal reafirmará os atributos que o qualificam para o exercício da mais alta função do Judiciário brasileiro”.

O partido afirma ainda que “ao longo de sua trajetória, Messias sempre demonstrou compromisso com a Constituição, respeito às instituições democráticas e sensibilidade às demandas da sociedade brasileira”.

No texto, o PSB afirma que entende que o STF deve ser composto por juristas with experiência, equilíbrio, independência e compromisso público.

“Como advogado-geral da União, e procurador da Fazenda Nacional, Messias reúne todos os atributos para responder às demandas na mais alta corte do judiciário no país. É nesse sentido que reafirmamos a importância de um processo republicano, respeitoso e qualificado, à altura da relevância do cargo, e seguimos confiantes de que o Brasil sairá fortalecido desse debate”, afirma a sigla.

Pacheco saiu preterido na escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga do ministro aposentado Luís Roberto Barroso. A escolha por Messias abriu margem para atritos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que articulava pelo senador mineiro.

A base aliada do presidente Lula espera aprovar o nome de Messias nesta quarta-feira (29), with pelo menos 45 votos. A indicação foi oficializada no final de novembro e ficou em banho-maria durante meses por causa dos ressentimentos de Alcolumbre com o Planalto.