Isabel Mega
Blog
Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Líder do governo apresenta projeto para proibir “jogo do tigrinho”

Proposta de Paulo Pimenta propõe revogar trechos de lei sancionada por Lula em 2023

Compartilhar matéria

O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), apresentou um projeto de lei para proibir o “jogo do tigrinho” e cassinos online no Brasil.

A proposta protocolada nesta quinta-feira (07) veda a exploração, a oferta e a publicidade de jogos de azar.

À CNN, Pimenta defendeu que é preciso uma atuação firme contra as bets.

"Eu defendo que nós tínhamos que fazer uma ação muito forte no país para proibir as bets. E se nós não tivermos voto aqui para proibir as bets, pelo menos proibir esse negócio tipo tigrinho, de resposta instantânea", afirmou Pimenta.

Pimenta afirma ter sido um "grande erro" o Brasil ter permitido esse tipo de jogo.

"Boa parte do endividamento é em função disso. Boa parte do suor do trabalhador, da trabalhadora, do aposentado, da aposentada, hoje está sendo migrado para essas empresas que ninguém sabe de onde são e ninguém sabe, inclusive, onde vai parar todo esse dinheiro", afirma o deputado.

O texto revoga trechos de uma lei sancionada pelo próprio governo Lula em dezembro de 2023 para regulamentar as apostas esportivas on-line.

O argumento é de que, em modalidades como o jogo do tigrinho, o resultado é gerado por um algoritmo interno da plataforma com uma dinâmica de reforço intermitente que gera dependência.

"Isso é potencializado pela escala, pela velocidade e pela acessibilidade irrestrita que o ambiente digital proporciona. O apostador não compete contra um evento externo verificável: compete contra um sistema projetado pelo próprio operador, sem qualquer possibilidade de aferição independente da regularidade dos resultados", diz a justificativa do projeto.

O governo tem testado ambiente no Congresso Nacional com projetos sobre o assunto apresentados por parlamentares e não descarta enviar uma proposta própria.