Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Lula deve defender investigação contra Jaques Wagner

Presidente deve adotar tom de que fatos devem ser apurados "doa a quem doer"

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve defender que as suspeitas contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), sejam investigadas.

O petista deve calibrar o tom na linha de que os fatos devem ser apurados "doa a quem doer" e deixar para que o partido manifeste confiança e defenda Jaques Wagner.

Horas após a deflagração nesta quinta-feira (18) da Operação Compliance Zero em endereços ligados ao senador, o presidente da sigla, Edinho Silva, afirmou que Jaques Wagner é "depositário" de toda a "confiança" do partido e terá a inocência comprovada.

Parlamentares petistas têm reforçado o discurso, mas há apreensão sobre a continuidade de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado.

Pessoas próximas a Lula avaliam que a fase final dos trabalhos do Congresso Nacional em 2026 é um empecilho para que seja feita uma mudança no cargo. Segundo os relatos, a proximidade com as campanhas eleitorais tornaria a troca “irrelevante”.

Jaques Wagner é considerado uma das figuras mais próximas do presidente Lula e já ocupou diversos cargos dentro de gestões petistas, além de ter sido governador da Bahia por duas vezes.

Durante o primeiro governo Lula, Jaques Wagner esteve à frente de dois ministérios, o do Trabalho e Emprego e o das Relações Institucionais.

Durante o governo de Dilma Rousseff (PT), liderou outros dois ministérios, o da Defesa e o da Casa Civil.

À CNN, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que nunca atuou em favor do Banco Master e que o dinheiro apreendido pela Polícia Federal é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.

Leia a nota completa abaixo:

"O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.

Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.

Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá".