Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

PSB mira Pacheco para "oxigenar" partido em Minas Gerais

Sigla avança na disputa com MDB e União Brasil e filiação é vista como bem encaminhada

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O PSB aposta em Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para oxigenar o partido em Minas Gerais e afirma que estará com o senador mesmo que a decisão dele seja por outra sigla.

"Independente do partido que Pacheco decidir, o PSB estará apoiando ele", afirmou à CNN Otacílio Costa, presidente estadual da sigla em Minas.

Pacheco pode ajudar a atrair filiações de prefeitos e vices em Minas. Hoje, o partido tem 46 prefeituras dos 853 municípios mineiros.

"A gente já estava com uma meta ousada de ser o quarto ou quinto partido do estado. Com ele filiando, vai culminar em muitas filiações em todo o estado e ele vai ter o apoio majoritário de todos os prefeitos", diz Otacílio.

Hoje, o PSB de Minas Gerais não tem representação nem na Câmara dos Deputados, nem no Senado Federal.

A filiação de Pacheco é vista como bem encaminhada por aliados próximos, mas ainda não há o "sim" final. Se o senador confirmar a ida para o PSB, a intenção é fazer uma cerimônia discreta e protocolar, ainda nesta semana.

O MDB e o União Brasil também tentaram atrair Pacheco. As alas governistas dos partidos conversaram sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e procuraram pelo senador.

"Precisamos fazer uma frente ampla do centro democrático. Ele filiando no PSB, é super plausível ou o MDB ou o próprio União indicar uma chapa", afirma Otacílio.

Para ir para o MDB, Pacheco precisaria construir um entendimento com Gabriel Azevedo (MDB), que é pré-candidato ao governo de Minas e Newton Cardoso Jr., que é presidente estadual da sigla no estado.

Na semana passada, Pacheco chegou a participar de agendas com o PSB em Brasília, na mesma noite em que o partido formalizou novas filiações.

O partido convidou Pacheco para se filiar ainda no ano passado, antes da filiação do governador Mateus Simões ao PSD ser confirmada e inviabilizar a permanência do senador na legenda.