Análise: Eleitor vê mais debate jurídico do que entre candidatos
O embate foi terceirizado para o TSE, e jogou para debaixo do tapete do plenário virtual a poeira levantada pela disputa não dos candidatos de um país polarizado, mas de um judiciário politizado
O eleitor vai às urnas depois de ver mais debates de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) do que de candidatos a presidente.
De um tribunal a outro, os nomes e as decisões dos magistrados em Brasília despertam mais discussão e repercussão do que os planos e as propostas para o Brasil que sairá das urnas em outubro.
Para evitar um novo vexame internacional como o de 15 dias atrás, o Supremo evitou decidir em plenário, tête-à-tête, a guerra de decisões monocráticas sobre as fake news da padroeira.
O embate foi terceirizado para o Tribunal Superior Eleitoral, e jogou para debaixo do tapete do plenário virtual a poeira levantada pela disputa não dos candidatos de um país polarizado, mas de um judiciário politizado.
Enquanto isso, candidatos ainda deixam pouco claro como fechar as contas públicas, reduzir a violência urbana ou avançar na qualidade do ensino no país.
Estes debates do Brasil real ficam em suspenso até segunda ordem. Para isso, não há decisão monocrática nem plenário de tribunal para determinar cumprimento imediato.



