Jorge Moraes
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Jorge Moraes

Jornalista, creator, premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país, atua no segmento desde 1995 e está presente nos principais salões nacionais e internacionais

A2 e-tron é o carro que a Audi deveria trazer para o Brasil; saiba por quê

Novo elétrico chega às lojas europeias entre dezembro e janeiro, com preços a partir de 38.200 euros

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A Audi acaba de apresentar o novo A2 e-tron. O carro é compacto, eficiente, tecnológico e relativamente acessível dentro do universo premium da montadora. Na Alemanha, o modelo começa a ser entregue em dezembro, enquanto os outros mercados europeus receberão as primeiras unidades a partir de janeiro.

O preço do A2 parte de 38.200 euros — cerca de R$ 240 mil em conversão direta, sem impostos nem custos de importação. É caro para um automóvel compacto, mas competitivo para um Audi elétrico produzido na Alemanha.

O novo A2 e-tron será oferecido em quatro níveis de potência: 170 cv, 190 cv, 231 cv e 326 cv. As baterias têm capacidades brutas de 52, 61 ou 84 kWh, enquanto a autonomia varia de aproximadamente 422 a 646 quilômetros pelo ciclo WLTP. Todas as versões anunciadas inicialmente têm motor traseiro e tração nas rodas de trás.

Na configuração de entrada, o conjunto entrega 170 cv, bateria de 52 kWh e autonomia de até 422 quilômetros. Já a versão de maior alcance combina 231 cv com o pacote de 84 kWh e pode percorrer até 646 quilômetros.

O carregamento rápido chega a 183 kW nas configurações superiores, permitindo recuperar de 10% a 80% da bateria em 29 minutos.

O consumo pode cair para apenas 12,8 kWh a cada 100 quilômetros, o que faz dele o automóvel de produção mais eficiente da história da Audi. O coeficiente aerodinâmico de 0,24 ajuda a explicar o desempenho, ao lado da carroceria otimizada, do assoalho praticamente fechado e das novas rodas aerodinâmicas.

Interior

O interior segue a proposta de oferecer muito espaço em uma carroceria compacta. O painel reúne um quadro de instrumentos digital de 11,9 polegadas e uma central multimídia curva de 12,8 polegadas.

Há recursos de inteligência artificial, planejador de rotas, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, câmera de ré e sistemas avançados de assistência à condução.

O compacto oferece carregamento bidirecional e pode fornecer eletricidade para equipamentos externos por meio da função V2L. Em alguns países, também poderá funcionar como uma bateria residencial utilizando o sistema Vehicle-to-Home.

Melhor que o antigo A2

O primeiro Audi A2, fabricado entre 1999 e 2005, era considerado um automóvel feio em sua época. Tinha carroceria de alumínio, baixo peso, boa aerodinâmica e motores extremamente econômicos. Era sofisticado demais para ser popular e estranho demais para despertar o desejo do consumidor tradicional. Fracassou comercialmente.

A Audi precisa de um elétrico capaz de gerar volume, atrair consumidores mais jovens e disputar espaço com Volvo EX30, Mini Aceman, BMW iX1, Zeekr X e outros modelos eletrificados.

Vem para o Brasil?

A Audi ainda não confirmou a comercialização do A2 e-tron no Brasil. Mas deveria olhar para o modelo com atenção e entender que o carro poderia devolver à marca atributos que sempre fizeram parte de sua essência: inovação, tecnologia e capacidade de despertar desejo pelas quatro argolas — símbolos que começaram a ganhar força no Brasil quando os primeiros Audi foram importados pela família Senna.

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