GWM lança Haval H6 flex feito no Brasil; veja detalhes do modelo
SUV entra na era dos híbridos plug-in movidos a etanol e sobe R$ 1.000 na tabela
A GWM acaba de dar o segundo passo na eletrificação dos seus SUVs no Brasil. A fabricante chinesa desenvolveu no país a linha Haval H6 2027 com tecnologia flex para toda a gama. O utilitário é o primeiro híbrido plug-in flex produzido no Brasil. A marca já tinha oferecido o álcool combustível para o Tank 300.
Mais do que adaptar o motor para receber etanol, a GWM afirma ter feito uma calibração específica para o combustível brasileiro, praticamente mantendo o nível de potência do veículo.
O projeto envolveu engenheiros da operação nacional e da matriz chinesa, com mais de 400 mil quilômetros de testes realizados em diferentes condições de uso no país. Traduzindo o esforço da engenharia em "segurar o consumo".
A gama H6 de 4,7 metros e porta-malas de 560 litros recebeu conjunto de velas novo, bomba de alta e baixa modificadas, assim como o bico injetor, que foi substituído por outro modelo. Um sensor de etanol faz a leitura do que está indo para o tanque: a mistura da gasolina ou 100% do álcool.
A GWM colocou a bateria de tração de 1,54 kWh para baixo do carro, abrindo uma janela de economia, leveza e mais força, mesmo sendo "menor". O fabricante escolheu combinar baterias e motores elétricos com o etanol com eficiência.
A linha é composta por cinco versões: HEV ONE, HEV2, PHEV19, PHEV35 e GT. Todas utilizam o novo motor 1.5 turbo flex associado a sistemas híbridos de diferentes configurações.
As convencionais HEV ONE e HEV2 entregavam 243 cv na gasolina do modelo 2026 para 248 cv de potência combinada. Os SUVs aceleram de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos. Já o PHEV19 alcança 326 cv e autonomia elétrica de até 77 quilômetros pelo padrão do Inmetro.
Auxílio de condução para o motorista com o ADAS 2, comando de voz, bancos ventilados e câmera de reconhecimento facial para o P35 e GT. A bancada refrigerada na dianteira é um mimo dos bons, e as duas telas são de 10,25 para o painel e 14,6 polegadas no multimídia com CarPlay e Android sem fio, e no console, o carregador de indução.
A cabine com forração clara do P35 suja bastante, mas é a mais elegante, e a combinação com o novo volante redesenhado para o Brasil deu liga. O H6 de 2,73 m de entre-eixos oferece bancada elétrica e teto panorâmico (menos no ONE), botão de partida, portas USB na frente e para os passageiros de trás (que contam com saídas de ar-condicionado) e chave presencial.
No topo da gama, os modelos PHEV35 e GT combinam o flex a dois motores elétricos e uma bateria de 35 kWh. O conjunto gera 393 cv e 642 Nm de torque, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em bons 4,7 segundos na versão GT. A máxima agora vai a 190 km/h.
Nova caixa
A nova transmissão DHT, desenvolvida especificamente para aplicações híbridas, é o coração da eficiência do sistema. As versões de entrada passam a utilizar uma caixa de duas marchas, enquanto os modelos mais potentes recebem a inédita transmissão de quatro velocidades, solução semelhante à adotada em modelos de segmentos superiores da própria GWM.
A autonomia elétrica cresceu. As versões PHEV35 e GT agora podem percorrer até 126 quilômetros pelo ciclo brasileiro PBEV e até 180 quilômetros pelo padrão WLTP. E faz de verdade uma média de 160 km a 170 km na prática.
Lembrando que o H6 teve seu visual levemente renovado no ano passado (trocando mesmo a dianteira e escurecendo as lanternas traseiras). O carro feito em Iracemápolis, interior de São Paulo, agora Flex, chega ao mercado com preços entre R$ 199.900 e R$ 326.000. O HEV 2 sai por R$ 225 mil e o P19, o mais comercial deles, por R$ 250 mil.



