Novo Hyundai Tucson muda tudo e Brasil, hoje, está fora dos planos
SUV ganha carroceria quadrada, interior tech e chega a 292 cv na versão híbrida plug-in
A Hyundai mudou a receita do Tucson. E fez com ele o que deveria ter desenhado para o compacto I20. A quinta geração do SUV aposta em uma carroceria mais quadrada, tendência do setor pelos próximos anos, amplia o espaço interno e reforça a oferta de motores híbridos.
O possível retorno ao Brasil é debatido dentro da montadora, que precisa voltar a ser o que era na época dos importados. A fabricante de Piracicaba, por enquanto, não confirma sua chegada ao país porque os planos estão direcionados para uma versão mais robusta do Creta.
O Tucson foi um dos carros mais desejados e vendidos do segmento, no seu tempo de importação feita pelo grupo Caoa, por volta de 2004 a 2010. O nome, conhecido dos brasileiros, passou por uma troca de geração, foi montado em Anápolis e encerrou a sua história por aqui.
Design
Para esse novo SUV, a Hyundai diz em nota que adotou a linguagem visual Art of Steel, com para-lamas pronunciados, superfícies mais limpas e uma assinatura luminosa que acentua a largura da carroceria.
Na traseira, as lanternas apresentam uma estrutura tridimensional, trazendo uma impressão mais futurista.
O carro mede 4,56 metros de comprimento, 1,90 metro de largura e 1,67 metro de altura, com entre-eixos de 2,72 metros. Existe uma versão longa, apresentada nos EUA, que tem 4,70 metros e bate na porta do mercado de outro SUV, o Santa Fé.
O novo Tucson é híbrido plug-in e combina o 1.6 turbo com uma propulsão elétrica para entregar 292 cv e 380 Nm de torque, aproximadamente 38,7 kgfm. A bateria de 17,1 kWh tem autonomia elétrica projetada de até 81 quilômetros. O fabricante também produziu o híbrido HEV com 245 cv e um caro puro a combustão, 1.6 com 150 cv de potência.
Internamente, destaco a central Pleos Connect com tela de até 17 polegadas, assistente de voz com inteligência artificial e atualizações remotas. O painel é limpo e eles acertaram na preservação dos comandos físicos para funções frequentes. A alavanca do câmbio deslocada para a coluna de direção permite mais amplitude entre os assentos na cabine.



