Você compraria um humanoide e um robô dog na concessionária de carros?
Montadora chinesa no Brasil está na fase final de homologação na Anatel dos produtos que serão vendidos ao lado dos veículos
Imagine entrar em uma concessionária para conhecer um carro novo e ser recebido por um robô. Ele apresenta o modelo, responde a perguntas e acompanha a visita. Antes de ir embora, você descobre que, em algum momento, poderá comprar um atendente semelhante. Roteiro de ficção científica ou mais um passo para inovar no mercado da indústria automobilística?
A cena, comum de ser vista na China, em algumas marcas, claro, se tornará realidade a partir de 2027 no Brasil, e a Omoda & Jaecoo vai abrir esse espaço.
A divisão internacional da Chery já está homologando na Anatel o humanoide Mornine, capaz de interagir naturalmente com os clientes, apresentar tecnologias e funcionalidades dos veículos, responder a perguntas e direcionar o atendimento para um consultor comercial sempre que necessário. Fala com entusiasmo, Hu Peng, CEO da futura montadora nacional. O fabricante fez recentemente um comunicado informando que já entregou mais de 2.000 robôs humanoides e cães robóticos em mais de 60 países.
O Argos, um cão robótico, também será comercializado ao público brasileiro. Ele tem GPS integrado e IA de última geração, que vai mudar o cenário da recreação. Ambos os produtos estão em fase de homologação na Anatel.
Roger Corassa, vice-presidente executivo da Omoda & Jaecoo, já reforça que os humanoides e robôs dog vão fazer parte do ecossistema das revendas, cujos titulares já conheceram os robôs.
Na China
A XPeng abriu em Hong Kong um centro de apresentação que inclui a sua linha de robótica. A Chery deu o passo seguinte e já vende por lá, pela AiMoga, empresa de robótica ligada ao grupo, o humanoide Mornine M1 e o Argos. À venda em uma plataforma de comércio eletrônico, são oferecidos por aproximadamente R$ 221 mil e R$ 12,2 mil, respectivamente.
A Dongfeng, enquanto prepara sua presença comercial no Brasil, anunciou em sua matriz planos para que seu humanoide Xiaodong inicie tarefas de separação de materiais e inspeção em fábrica. Seu robô quadrúpede, segundo executivos da empresa, deverá chegar antes das atividades de atendimento em concessionárias.
Razão de ser nas lojas
Por que uma concessionária seria um caminho para vender robôs? Porque ela já reúne espaço de demonstração, vendedores, financiamento e pós-venda. Um humanoide é um produto caro, que precisa ser visto em ação, e essa estrutura pode ajudar a apresentá-lo a empresas e consumidores potenciais, além de agregar ao acesso das famílias com filhos ao ambiente dos carros.



