Análise: Desfile sobre Lula gera polêmica no mundo político
O presidente ouviu sua equipe jurídica e agiu com discrição, mas não evitou "atiçar" o mundo político já polarizado
A Acadêmicos de Niterói passou pela Sapucaí, no último domingo (15), e abriu caminho para questionamentos que vão muito além dos nove quesitos avaliados pelos jurados do Carnaval carioca.
A homenagem a um presidente da República candidato à reeleição vai obrigar a Justiça Eleitoral a analisar um cenário sempre nebuloso em ano eleitoral: a campanha antecipada.
Na avenida, não faltaram críticas sociais e políticas, que são a base da história do Carnaval. Mas sobraram menções indiretas aos programas que são marca do governo petista ou ao número 13, e ao conhecidíssimo jingle que usa o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tentando fugir de complicações, Lula seguiu à risca as orientações de sua equipe jurídica. Foi à Sapucaí, mas não desfilou. Agradeceu o samba, mas com discrição. Até a primeira dama, Janja da Silva, desistiu de subir em um carro alegórico, aliviando a tensão criada no Palácio do Planalto.
Mas isso não diminui o tamanho do problema nas mãos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Políticos que acompanham o debate admitem que, no fim, a polêmica pode ter pouca influência em quem vai às urnas em outubro, mas atiça o já complicado debate polarizado que divide esquerda e direita no país.



