Messias no STF pode ser trunfo de Lula com evangélicos
Membro da Igreja Batista, ministro da AGU é o favorito para a Corte

Favorito para ocupar a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) que será aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, pode ser um trunfo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto ao eleitorado evangélico.
Além de ser um nome de confiança do presidente, Messias é membro da Igreja Batista. Se for indicado e aprovado pelo Senado, será o segundo evangélico a integrar o Supremo.
O movimento, segundo aliados do Planalto, poderá ser capitalizado como um aceno de Lula a um segmento do eleitorado mais identificado com Jair Bolsonaro (PL) e com a direita.
Foi o ex-presidente quem indicou o ministro André Mendonça, integrante da Igreja Presbiteriana e então AGU, após a aposentadoria do ex-ministro Marco Aurélio Mello, em 2021.
Durante um culto em 2019, o ex-presidente prometeu indicar um nome “terrivelmente evangélico” para a Corte.
No governo, Messias tem buscado aproximar evangélicos do presidente Lula. O ministro se reúne com lideranças e participa de eventos como a Marcha para Jesus.
Até aqui, porém, os gestos do Planalto — que chegou a lançar uma campanha voltada ao público evangélico — não surtiram o efeito esperado.
Messias costuma enfatizar que separa espiritualidade de política. Ao participar da Marcha para Jesus, em junho, o ministro da AGU não citou Lula em sua fala, mas depois entregou uma carta do presidente aos organizadores do evento.
“Fiz questão de, no palco, levar uma mensagem religiosa. A Marcha é para Jesus e não um evento político. É assim que nós pensamos. O homem não deve ocupar o lugar de Jesus”, disse à CNN.



