Larissa Rodrigues
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Larissa Rodrigues

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Câmara vê “arapuca” em críticas ao Marco da Segurança

Discurso de que texto poderá impedir investigação de emendas parlamentares irritou deputados

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Líderes de bancada e a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados demonstraram incômodo com um discurso que começou a se espalhar nas redes sociais desde a noite desta segunda-feira (10) sobre o Marco da Segurança Pública.

Apoiadores do governo têm compartilhado a tese de que as mudanças no PL Antifacção seriam uma tentativa de impedir a atuação da Polícia Federal em investigações, inclusive sobre emendas parlamentares.

Deputados ouvidos pela CNN veem a “digital” do governo e tratam a questão como uma “arapuca”. Segundo eles, a estratégia teria como objetivo dificultar a votação do texto, pautado para ser analisado já nesta terça-feira (11).

A CNN procurou o Planalto para comentar, mas ainda não teve retorno.

Nesta terça (11), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu publicamente que nenhuma proposta retirará poderes da PF.

“A Câmara não permitirá, em nenhum momento, que a Polícia Federal perca suas prerrogativas. Essa é uma condição inegociável para nós, tanto que o próprio relator [Guilherme Derrite], desde ontem, por nossa mediação, conversou com o diretor-geral da Polícia Federal [Andrei Rodrigues]”, afirmou Hugo a jornalistas na chegada à Câmara.

A líderes, no entanto, Motta teria reclamado, sob reserva, das críticas que vem recebendo por ter escolhido o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do texto.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), chegou a dizer nesta segunda (10) que o governo foi “vítima” de um “furto”.

“O relator Guilherme Derrite, secretário de Segurança de Tarcísio de Freitas e pré-candidato à Presidência, ‘furtou’ o texto do governo e o contaminou politicamente”, afirmou.