Leonardo Reis
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Leonardo Reis

Mestre em Linguística, empreendedor, autor e fundador da American English Academy, promovendo a inclusão através da educação

Inglês pelo mundo: como está o Brasil no ranking global de proficiência?

Topo é dominado por países que têm exposição constante ao idioma e o ensinam desde cedo

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Você já se perguntou como anda o nível de inglês do Brasil comparado ao resto do mundo? Spoiler: ainda temos um bom caminho pela frente, mas nada que um pouco mais de prática e contato com a língua não possa mudar. 

Conforme o panorama global, hoje cerca de 1,5 bilhão de pessoas falam inglês e a maioria como segunda língua. Apenas 380 milhões são nativos, mas isso não impede que o idioma seja a língua franca dos negócios, turismo, ciência e internet. 

O EF English Proficiency Index, um dos rankings mais respeitados sobre o assunto, classifica a proficiência em cinco níveis: muito alta, alta, moderada, baixa e muito baixa. 

Quem lidera a lista 

O topo é dominado por países que têm exposição constante ao inglês e o ensinam desde cedo:

  1. Holanda: 90% da população fala inglês fluentemente.
  2. Noruega
  3. Singapura
  4. Suécia
  5. Croácia

Na Europa, a imersão é natural: filmes e séries raramente são dublados, e o idioma é usado no trabalho, nos estudos e até nas conversas informais. 

E o Brasil? 

Aqui, a história é diferente. O Brasil aparece em 81º lugar entre 116 países, com nível considerado “baixo”. Dados apontam que apenas 5% dos brasileiros falam inglês, e apenas 1% tem fluência de fato. 

Na América Latina, ficamos atrás de Chile, Uruguai e Peru, que apresentam nível “moderado”. Estamos no mesmo grupo que México e Colômbia. 

Por que essa diferença existe? 

Vários fatores influenciam: 

  • Ensino limitado na escola: poucas aulas por semana e foco em gramática, não na conversação. 
  • Baixa exposição fora da sala de aula: dublagem em filmes/séries e pouco contato com estrangeiros. 
  • Distância linguística: o português não é tão próximo do inglês quanto outras línguas (como o holandês ou o alemão). 

Como melhorar o cenário 

  • Assistir filmes e séries em inglês com legenda (ou sem);
  • Ouvir podcasts e músicas, prestando atenção nas letras; 
  • Praticar conversação com nativos ou via aplicativos; 
  • Investir em cursos com foco na comunicação real, não só na gramática. 

Conclusão 

O inglês é a porta de entrada para oportunidades globais e quanto mais cedo e mais naturalmente ele for incorporado ao nosso dia a dia, mais rápido o Brasil subirá nesse ranking. Seja para viagens, carreira ou consumo cultural, vale a pena começar hoje.