Inglês pelo mundo: como está o Brasil no ranking global de proficiência?
Topo é dominado por países que têm exposição constante ao idioma e o ensinam desde cedo

Você já se perguntou como anda o nível de inglês do Brasil comparado ao resto do mundo? Spoiler: ainda temos um bom caminho pela frente, mas nada que um pouco mais de prática e contato com a língua não possa mudar.
Conforme o panorama global, hoje cerca de 1,5 bilhão de pessoas falam inglês e a maioria como segunda língua. Apenas 380 milhões são nativos, mas isso não impede que o idioma seja a língua franca dos negócios, turismo, ciência e internet.
O EF English Proficiency Index, um dos rankings mais respeitados sobre o assunto, classifica a proficiência em cinco níveis: muito alta, alta, moderada, baixa e muito baixa.
Quem lidera a lista
O topo é dominado por países que têm exposição constante ao inglês e o ensinam desde cedo:
- Holanda: 90% da população fala inglês fluentemente.
- Noruega
- Singapura
- Suécia
- Croácia
Na Europa, a imersão é natural: filmes e séries raramente são dublados, e o idioma é usado no trabalho, nos estudos e até nas conversas informais.
E o Brasil?
Aqui, a história é diferente. O Brasil aparece em 81º lugar entre 116 países, com nível considerado “baixo”. Dados apontam que apenas 5% dos brasileiros falam inglês, e apenas 1% tem fluência de fato.
Na América Latina, ficamos atrás de Chile, Uruguai e Peru, que apresentam nível “moderado”. Estamos no mesmo grupo que México e Colômbia.
Por que essa diferença existe?
Vários fatores influenciam:
- Ensino limitado na escola: poucas aulas por semana e foco em gramática, não na conversação.
- Baixa exposição fora da sala de aula: dublagem em filmes/séries e pouco contato com estrangeiros.
- Distância linguística: o português não é tão próximo do inglês quanto outras línguas (como o holandês ou o alemão).
Como melhorar o cenário
- Assistir filmes e séries em inglês com legenda (ou sem);
- Ouvir podcasts e músicas, prestando atenção nas letras;
- Praticar conversação com nativos ou via aplicativos;
- Investir em cursos com foco na comunicação real, não só na gramática.
Conclusão
O inglês é a porta de entrada para oportunidades globais e quanto mais cedo e mais naturalmente ele for incorporado ao nosso dia a dia, mais rápido o Brasil subirá nesse ranking. Seja para viagens, carreira ou consumo cultural, vale a pena começar hoje.



