Debate no PR é marcado por ausência de Moro e duelo entre Alex e Requião
Candidatos trocam críticas sobre legados de seus padrinhos políticos e se unem em críticas a ex-juiz da Lava Jato

O debate para governador do Paraná neste domingo (9) foi marcado pela ausência do senador Sérgio Moro (PL), líder nas pesquisas de intenção de votos, e pelo duelo entre o ex-deputado Sandro Alex (PSD) e o deputado estadual Requião Filho (PDT).
Ambos os presentes trocaram farpas e disputaram a narrativa sobre o legado de cada um de seus padrinhos políticos.
De um lado, Alex enalteceu a gestão Ratinho Jr (PSD), que está à frente do Executivo estadual desde 2019, e criticou os governos de Roberto Requião (PDT), que comandou o estado entre 1991 e 1994 e, depois, de 2003 a 2010.
Do outro, o candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas ao atual governo paranaense e exaltou as obras realizadas no período em que seu pai ocupou o Palácio Iguaçu.
O único ponto que uniu os dois foi a crítica à ausência de Moro. Em indireta ao ex-juiz da Lava Jato, Alex disse ser o verdadeiro representante da direita nas eleições e que, para assumir esse papel, é necessário ter "coragem" e não ser "covarde", enquanto Requião chamou o ex-juiz da Lava Jato de "fujão".
Além disso, a privatização da Copel (Companhia Paranaense de Energia), os índices de educação e criminalidade e o apoio ao setor produtivo também marcaram os embates entre ambos os presentes.
Requião questionou os investimentos em segurança pública e afirmou que os gastos serviram apenas para fazer propaganda e para beneficiar coroneis e integrantes do topo da carreira da Polícia Militar em vez de valorizar os soldados que estão nas ruas todos os dias.
Alex, porém, reagiu: "O Paraná tem os menores índices de criminalidade dos últimos 20 anos e isso foi fruto do trabalho dos profissionais, então não desmereça o trabalho dessa categoria".
O pedetista contestou os dados e disse que existe subnotificação de crimes no estado, o que foi refutado pelo adversário.
Sobre educação, Alex exaltou os índices do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e questionou se Requião pretende fechar as escolas cívico-militares.
"Quem fecha escola são vocês, que fecharam o centro de ensino superior para jovens e adultos. Não vamos fechar as escolas, nós vamos rever esse modelo de vocês, que não é um modelo pedagógico, é um modelo de propaganda, que não traz grandes resultados", rebateu o trabalhista.
A privatização da Copel foi outro ponto de divergência entre os candidatos. O assunto teve início com as críticas de Requião ao serviço que passou a ser prestado após a companhia ter sido vendida à iniciativa privada.
O candidato do PSD culpou o governo federal pelo aumento no preço da conta de energia, enquanto o adversário disse que a empresa foi negociada “a preço de banana”.
Alex, por sua vez, questionou por que Requião foi contra a Ponte de Guaratuba, que liga os municípios de Guaratuba e Matinhos e foi construída em dois anos. "Agora que você vê a felicidade do povo paranaense, continua critico?", disse.
O candidato de oposição ao governo Ratinho, por sua vez, afirmou que a obra foi mais cara do que o preço original e que o projeto era mal feito. "O importante para eles não era resolver o problema do litoral, mas entregar uma ponte a tempo da eleição", criticou.



