Análise: Boulos “estica” a corda sobre fim da escala 6x1 e irrita Centrão
Secretário-Geral da Presidência e Sidônio se uniram para pressionar Hugo Motta

Nas negociações entre governo e Congresso sobre o fim da escala 6X1, o Secretário-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), cumpriu o papel de “esticar a corda” nas negociações, o que irritou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e lideranças do Centrão.
O Secretário de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, atuou em linha com Boulos nos bastidores para evitar que a transição da escala de trabalho e da redução de jornada fosse longa demais, o que reduziria o impacto eleitoral da medida.
Enquanto uma ala do Congresso defendia a transição em até 10 anos, Boulos dizia nas redes sociais e em entrevistas que as mudanças deveriam ser imediatas.
O acordo fechado prevê que a mudança da escala para o modelo 5x2 passa a valer 60 dias após a promulgação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e a redução da jornada será de duas horas em 2026 e outras duas em 2027.
Durante as negociações, deputados e aliados de Hugo ouvidos pela CNN reclamaram do estilo “beligerante” de Boulos, que chegou a ser excluído de uma reunião na residência oficial da presidência da Câmara.
Aliados do secretário-geral da Presidência dizem que Boulos apenas levou para as negociações e redes sociais a posição do presidente Lula.



