Mundim: 100 dias de Trump foram de caos
Período foi marcado por um cenário de turbulência econômica e desconfiança do mercado

Donald Trump completa os primeiros 100 dias de seu segundo mandato na Casa Branca nesta terça-feira (29). Um período marcado pelo caos, em um cenário de turbulência econômica e desconfiança do mercado.
Trump não tem conseguido convencer o mundo de que a economia americana está seguindo na direção certa. A aprovação do presidente entre os americanos caiu, com pesquisas indicando que apenas 36% a 44% da população aprova seu governo.
As políticas protecionistas anunciadas pelo presidente americano têm gerado efeitos negativos não apenas para os Estados Unidos, mas para a economia global. Trump bagunçou um mundo que vinha desde o pós-guerra, nos últimos 80 anos, construindo acordos bilaterais e multilaterais.
Entre as ações polêmicas, destacam-se a saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde, do Acordo de Paris e as ameaças à Organização Mundial do Comércio. Essas medidas têm aumentado as incertezas globais e retardado as intenções de investimento em nível mundial.
A pressão do mercado financeiro forçou Trump a recuar em algumas de suas posições. A depreciação dos títulos americanos de longo prazo e o aumento dos juros para rolar a dívida dos EUA levaram o presidente a conceder um prazo de 90 dias para negociações.
Além disso, as próprias indústrias e grandes empresas americanas, como as do setor automotivo e de tecnologia, têm pressionado o governo. Trump já concedeu um crédito de 15% para que as indústrias automotivas compensem as tarifas pagas na importação de componentes.
O cenário econômico atual dos Estados Unidos reflete-se em produtos mais caros para os consumidores e perda de competitividade das empresas americanas no mercado interno. A Nike, por exemplo, já anunciou que seus tênis ficarão mais caros, enquanto a Whirlpool enfrenta dificuldades para competir com produtos asiáticos.
Com apenas 100 dias de mandato, Trump enfrenta desafios significativos para reverter a percepção negativa de sua gestão econômica e recuperar a confiança tanto dos americanos quanto do mercado global.



